“Estranho é Tarcísio elogiar”, diz Haddad sobre ação de Flávio nos EUA
Pré-candidato, Fernando Haddad (PT) criticou o adversário Tarcísio (Republicanos) por apoiar decisão dos EUA de associar facção a terrorismo
atualizado
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Pré-candidato ao governo de São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) afirmou neste sábado (30/5), na capital paulista, que estranha o fato de seu adversário Tarcísio de Freitas (Republicanos) elogiar a articulação feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que os Estados Unidos passem a tratar Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
“O presidente Lula fez inúmeras reuniões com o governo americano, isso nunca foi nem pauta. Então, os Bolsonaro, Flávio, Eduardo, eles continuam jogando contra o país. E o estranho é o governador Tarcísio elogiar isso, como se isso fosse um grande gesto. Isso não é um grande gesto, isso depõe contra o país, tá bom?”, afirmou.
A declaração foi dada por Haddad em entrevista no Largo do Arouche, na região central de São Paulo, durante evento sobre seu plano de governo.
Na quinta-feira (28/5), Tarcísio parabenizou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por articular tipificação de PCC e CV como organizações terroristas. “PCC e CV não são facções: são terroristas armados contra o povo brasileiro e com atuação além das nossas fronteiras”, disse, em postagem.
Questionado sobre a maneira correta de abordar o problema das facções, Haddad afirmou que é necessário lidar como se fosse um tema de segurança púbica, não de defesa nacional, “porque não é disso que se trata”.
“Quando você cria uma hierarquia entre dois países, como eles tão fazendo, você trava processos de cooperação técnica, de troca de informações que estavam em curso e onera os custos pra economia brasileira”, afirmou o petista.
Haddad também ressaltou que entre os dois países sempre houve cooperação, criticando os bolsonaristas. “Essa turma mais de extrema direita devia pensar nos prejuízos que eles causaram na pandemia e agora nos prejuízos que eles estão causando à relação interestatal, entre duas nações que sempre cooperaram entre si. Nunca houve desavença, nós sempre cooperamos, Brasil e Estados Unidos, né? Em todos os governos.”
O pré-candidato do PT ao governo do estado acrescentou também que já há empresários reclamando e que o tipo de relação estabelecida pela família Bolsonaro com Trump traz danos para a economia brasileira. “É fumaça, que encarece, cria uma subserviência do Brasil, e isso pedido por brasileiros. Quer dizer, tem um governo no Brasil, né? Isso tem que ser acertado com o governo brasileiro”, afirmou.
