Esquerdogata diz que pedirá desculpas a PM desacatado: “Devastada”

Influenciadora foi presa após ofender policiais militares em Ribeirão Preto, no interior de SP. Eles gravaram em vídeo as ofensas proferidas

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Mulher branca, com semblante choroso, cabelos longos loiros soltos, até a altura dos ombros, usando camiseta da seleção brasileira de futebol - Metrópoles
1 de 1 Mulher branca, com semblante choroso, cabelos longos loiros soltos, até a altura dos ombros, usando camiseta da seleção brasileira de futebol - Metrópoles - Foto: Reprodução/Instagram

A influenciadora Aline Bardy Dutra, conhecida nas redes sociais como Esquerdogata, afirmou, por meio de sua defesa, que pretende procurar e pedir desculpas pessoalmente ao policial militar a quem dirigiu ofensas de cunho racial, classista e cultural. O desacato foi gravado em vídeo pelos PMs que a abordaram.

Aline foi presa sábado (25/10) após supostamente injuriar racialmente um PM, componente de uma equipe do 51º Batalhão do interior de São Paulo, que havia acabado de participar de uma operação de fiscalização em Ribeirão Preto. Ela acabou presa e, no mesmo dia, foi solta cautelarmente após audiência de custódia.

Veja parte das ofensas registradas em vídeo:


A influenciadora se posicionou sobre o caso na manhã desta segunda-feira (27/10), por meio de nota encaminhada ao Metrópoles pelos advogados Douglas Eduardo Marques e Roberto Bertholdo

“Os excessos [desacato] foram cometidos em decorrência do uso social de álcool logo após ter se utilizado de medicamentos de uso controlado, somados ao pânico que lhe é provocado pela conduta, muitas vezes excessiva, da Polícia Militar do estado de São Paulo”, diz trecho do posicionamento.

Ainda segundo a defesa, a Esquerdogata não se exime da “necessidade de pedir desculpas ao policial” e também “a quem mais se dirigiu de forma hostil”. Para isso, a influencer pretende buscar o PM pessoalmente e se desculpar. “Ela acredita ser esta sua obrigação humana, no mínimo”, diz a nota dos advogados.

“Não se recorda de nada”

Aline Bardy afirmou na nota não se recordar “de nada do acontecido”, alegando ter usado medicação, além de bebidas alcoólicas no dia da ocorrência. Ela acrescentou que, após ver o vídeo divulgado pelo Metrópoles, “se encontra emocionalmente devastada”.

“Assim, Aline reconhece que deve desculpas pelos excessos, pelos erros e pelo modo que agiu, pois eles não representam nem o seu pensamento e, muito menos, a sua história de luta por igualdade, respeito humano e social.”

A nota é encerrada com a reiteração do pedido de desculpas aos ofendidos e a todos os seus seguidores.

“Minha sandália vale o carro de vocês”

Com sinais de embriaguez, condição que a própria influenciadora admitiu no vídeo, Aline Bardy foi presa sábado. Após ser detida, passou a ofender e desacatar os PMs com frases preconceituosas sobre salário e cultura. O motivo para a detenção teria sido uma suposta injúria racial contra um dos policias.

Ela teria afirmado: “Um preto querendo foder outro preto” [referindo-se à abordagem policial a um homem negro], como consta em relatório da PM obtido pela reportagem. A frase teria sido dita após a influenciadora se aproximar dos PMs, que estavam terminando uma operação de fiscalização na rua próximo ao bar em que ela estava.

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Aline Bardy Dutra é comunicadora, professora e militante política
"Esquerdogata", como é conhecida, posta conteúdos sobre política
Influenciadora foi presa por suposto desacato contra PMs
Aline Bardy Dutra, a Esquerdogata, foi presa suspeita de desacatar PM em SP
Aline Bardy Dutra, a Esquerdogata, se manifesta após prisão por desacato
Influenciadora Esquerdogata tem mais de 800 mil seguidores
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Influenciadora Esquerdogata tem mais de 800 mil seguidores

Aline Bardy Dutra é comunicadora, professora e militante política
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Aline Bardy Dutra é comunicadora, professora e militante política

"Esquerdogata", como é conhecida, posta conteúdos sobre política
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"Esquerdogata", como é conhecida, posta conteúdos sobre política

Influenciadora foi presa por suposto desacato contra PMs
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Influenciadora foi presa por suposto desacato contra PMs

Aline Bardy Dutra, a Esquerdogata, foi presa suspeita de desacatar PM em SP
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Aline Bardy Dutra, a Esquerdogata, foi presa suspeita de desacatar PM em SP

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Aline Bardy Dutra, a Esquerdogata, se manifesta após prisão por desacato
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Aline Bardy Dutra, a Esquerdogata, se manifesta após prisão por desacato

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Em mais de um momento, ela afirmou aos policiais contar com 1 milhão de seguidores nas redes sociais. No Instagram, até o fim da manhã desta segunda-feira, Aline era seguida por 878 mil perfis.

“Vai tomar no meio do seu cu. Você tem noção de quem é você e quem sou eu? […] Você não tem dinheiro nem para falar com meu advogado […].”

Em outro trecho dos registros, ela avista um PM e passa a chamá-lo de “fascistinha”.

“Sabe que uma militante ser presa, isso vai me fazer deputada federal? Vou mandar em vocês tanto. Você é um policialzinho, ganha licença-prêmio”, disse.

A Esquerdogata afirma, ainda, que os policiais ganham R$ 3 mil por mês e passa a ostentar seus bens.

“Acha que tem cacife para me mandar pra algum lugar? Minha sandália vale o carro de vocês […] Já foi para a Europa, meu amor? Vai pra Itália, para ver como são os policiais, vão ter vergonha […] Já foi pra Londres? Nunca né? Você não tem dinheiro para isso”, disse.

Ela ainda cometeu preconceito linguístico ao afirmar que um dos policiais, em outra audiência da qual ambos participaram, não teria conjugado corretamente um verbo durante o depoimento.

A influenciadora precisou ter as pernas imobilizadas pois tentou quebrar o vidro traseiro da viatura. Segundo a PM, ela bateu a algema na estrutura. Toda a abordagem e prisão foram registradas em vídeo pelos PMs, que entregaram o material à Polícia Civil.

Defesa nega crime racial

Aline Bardy negou o crime racial, por meio de sua defesa. O advogado Douglas Eduardo Marques afirmou ao Metrópoles que sua cliente “está abalada” com a situação.

Ela foi solta, ainda no sábado, em audiência de custódia, e terá de cumprir medidas cautelares “de praxe”, como não sair à noite e, também, comprovar a cada 60 dias que está realizando tratamento psicológico.

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