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Enel pode perder contrato em processo por apagões em SP, diz ministro

Ministro Alexandre Silveira disse que Aneel irá averiguar as falhas na distribuição de energia da concessionária; Enel não se pronunciou

atualizado

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Vinicius Schmidt/Metrópoles
Subestação de energia elétrica da ENEL - Trabalhadores da ENEL - Energia Eletrica
1 de 1 Subestação de energia elétrica da ENEL - Trabalhadores da ENEL - Energia Eletrica - Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles

 São Paulo – O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), anunciou, nesta segunda-feira (1º/4), que determinou a abertura de um processo administrativo contra a Enel, concessionária responsável pela distribuição de energia na Região Metropolitana de São Paulo.

No anúncio feito pelas redes sociais, o ministro disse que o processo, conduzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), irá investigar se a concessionária está cumprindo suas obrigações contratuais na prestação de serviço.

Em entrevista à GloboNews, Silveira afirmou que a qualidade dos serviços está “muito aquém” da esperada e que o processo pode levar ao fim do contrato da Enel.

“Vamos apurar as transgressões reiteradas da Enel com a população de São Paulo, que podem levar a Enel, inclusive, ao processo de caducidade,” afirmou o ministro.

Alexandre Silveira disse que o governo federal pretende “corrigir” as exigências nos contratos de concessão, à medida que eles forem renovados. Segundo o ministro, a privatização da distribuição de energia foi feita “de forma equivocada”, com contratos “fracos que deixam liberdade para prestação de serviços muito aquém” em termos de qualidade.

Em fevereiro, a Aneel multou a Enel em R$ 165,8 milhões devido a problemas no abastecimento de luz que aconteceram no final do ano passado. A concessionária já havia sido condenada a pagar mais de R$ 100 milhões por transtornos que aconteceram em 2019 e 2021.

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Ruas da Vila Buarque ainda estão sem luz mesmo 24h depois do início do apagão
Cerca de 35 mil paulistanos ficaram  sem luz no centro da cidade em março de 2024
Após 24 horas, 1,5 milhão de pessoas seguiam sem energia em São Paulo. (4/11)
Enel pode perder contrato em processo por apagões em SP, diz ministro - imagem 5
Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, sem energia novamente, depois de 72h sem
Funcionários da Enel instalam geradores na rua General Jardim na noite de terça-feira (19/3)
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Funcionários da Enel instalam geradores na rua General Jardim na noite de terça-feira (19/3)

Arthur Bellini/ Arquivo pessoal
Ruas da Vila Buarque ainda estão sem luz mesmo 24h depois do início do apagão
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Ruas da Vila Buarque ainda estão sem luz mesmo 24h depois do início do apagão

Arquivo Pessoal/ Arthur Bellini
Cerca de 35 mil paulistanos ficaram  sem luz no centro da cidade em março de 2024
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Cerca de 35 mil paulistanos ficaram sem luz no centro da cidade em março de 2024

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Após 24 horas, 1,5 milhão de pessoas seguiam sem energia em São Paulo. (4/11)
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Após 24 horas, 1,5 milhão de pessoas seguiam sem energia em São Paulo. (4/11)

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Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, sem energia novamente, depois de 72h sem
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Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo, sem energia novamente, depois de 72h sem

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Homens da Enel trabalham no centro após queda de energia na região
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Homens da Enel trabalham no centro após queda de energia na região

Funcionários da Enel esticam cabos em rede aérea de fios em São Paulo
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Funcionários da Enel esticam cabos em rede aérea de fios em São Paulo

William Cardoso/Metrópoles
Trabalhadores consertam rede de energia elétrica em São Paulo
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Trabalhadores consertam rede de energia elétrica em São Paulo

William Cardoso/Metrópoles

A Enel tem sido responsabilizada por diversos problemas de abastecimento de energia na capital. No caso mais recente, 35 mil pessoas ficaram sem luz no centro da capital, impactando o funcionamento de estabelecimentos emblemáticos, como o edifício Copan e as lojas da 25 de Março. Alguns moradores relataram ter ficado nove dias sem a normalização do serviço.

O Metrópoles procurou a Enel, que não se pronunciou até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto.

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