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São Paulo

Empresas de Deolane movimentaram R$ 140 milhões em 2 anos, diz MPSP

Influenciadora Deolane Bezerra foi denunciada nesta quarta-feira (10/6) por suspeita de ligação com o PCC

Alessandra Ferreira, Renan Porto10/06/2026 21:40, atualizado 10/06/2026 21:41
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Reprodução/redes sociais.
Empresas de Deolane movimentaram R$ 140 milhões em 2 anos, diz MPSP

As empresas da influenciadora Deolane Bezerra movimentaram mais de R$ 140 milhões em créditos e débitos entre julho de 2022 e maio de 2024, de acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP). As informações constam na denúncia apresentada pelo MPSP nesta quarta-feira (10/6) contra Deolane por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Além de Deolane, o filho adotivo Giliard Vidal dos Santos e as empresas Bezerra Publicidade e Comunicação Ltda., Deolane Bezerra Comércio e Serviços Ltda. e a empresa Bezerra Produções Artísticas Ltda., e outras pessoas físicas e jurídicas usadas no processo de lavagem de dinheiro. Só a influenciadora seria responsável por mais de R$ 40 milhões, sendo que metade disso não pôde ser identificada.

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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
Marcola, líder máximo do PCC
Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã de 21 de maio, em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã de 21 de maio, em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Reprodução/Globo News
Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.

Reprodução/Globo News
Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa

Instagram/Reprodução
As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.

Reprodução/TV Globo
Marcola, líder máximo do PCC
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Marcola, líder máximo do PCC

Arte/Metrópoles
Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
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Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.

Reprodução/TV Globo

Deolane também constituiu empresas que, segundo a investigação, possuem características de serem de fachada, por serem sediadas em imóveis sem estrutura operacional condizente e sem movimentação bancária declarada. Ela atuava como operadora de lavagem de capitais de alta capacidade, transformando recursos espúrios da facção em ativos com aparência de legalidade através de seu conglomerado empresarial e círculo familiar, segundo a Promotoria.

Os relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram operações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos envolvidos, além de fracionamento de valores, fragmentação e pulverização de depósitos, utilização recorrente de transferências instantâneas por meio do Pix.

Segundo a Promotoria, houve uma evolução atípica no fluxo financeiro e das empresas dela, sem lastro contábil ou operacional, e a imagem da influenciadora nas redes sociais ajudou a justificar a origem dos recursos que eram movimentados em nome de Deolane. Na documentação bancária não há comprovantes de pagamento de advocacia ou contratos formais de publicidade e influência digital.

O MPSP pediu a manutenção da prisão preventiva de todos os denunciados, argumentando a necessidade de garantir a ordem pública e interromper as atividades da organização, que possui planos de expansão internacional. Além disso, foi solicitado o sequestro de bens e a perda do patrimônio incompatível com a renda lícita dos envolvidos

O MPSP também denunciou por organização criminosa e lavagem de dinheiro Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo da facção criminosa; seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior; seus sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho; e Everton de Souza, conhecido como Player ou Temer, considerado operador financeiro do PCC.

Proximidade com família de Marcola

Assim como o relatório final da investigação policial, a denúncia do MPSP anexou as fotos publicadas nas redes sociais que evidenciariam a relação pessoal da influenciadora com membros da família Camacho, especialmente com a cunhada e o irmão de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.

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Deolane acompanhada das irmãs e de Francisca Alves da Silva
Deolane e Francisca Alves da Silva
Deolane e Francisca Alves da Silva
Deolane e Bárbara Alves Mota, filha de Francisca Alves da Silva
Deolane e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Neto, filho Alejandro
Juvenal Herbas Camacho e Francisca Alves da Silva
Deolane e Francisca Alves da Silva, cunhada de Marcola
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Deolane e Francisca Alves da Silva, cunhada de Marcola

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Deolane acompanhada das irmãs e de Francisca Alves da Silva
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Deolane acompanhada das irmãs e de Francisca Alves da Silva

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Deolane e Francisca Alves da Silva
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Deolane e Francisca Alves da Silva

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Deolane e Francisca Alves da Silva
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Deolane e Francisca Alves da Silva

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Deolane e Bárbara Alves Mota, filha de Francisca Alves da Silva
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Deolane e Bárbara Alves Mota, filha de Francisca Alves da Silva

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Deolane e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Neto, filho Alejandro
Juvenal Herbas Camacho e Francisca Alves da Silva
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Deolane e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Neto, filho Alejandro Juvenal Herbas Camacho e Francisca Alves da Silva

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Deolane e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Neto, filho Alejandro
Juvenal Herbas Camacho e Francisca Alves da Silva
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Deolane e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Neto, filho Alejandro Juvenal Herbas Camacho e Francisca Alves da Silva

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Deolane Bezerra no aniversário de Lorenzo, filho de Everton de
Souza, o operador do PCC
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Deolane Bezerra no aniversário de Lorenzo, filho de Everton de Souza, o operador do PCC

Reprodução/PCSP
Postagem de Dayanne Bezerra, irmã de Deolane, sobre William Da
Silva Furtuoso, sócio de Everton
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Postagem de Dayanne Bezerra, irmã de Deolane, sobre William Da Silva Furtuoso, sócio de Everton

Reprodução/PCSP

O documento reúne diferentes registros de Deolane ao lado de Francisca Alves da Silva, companheira de Alejandro Juvenal Herbas Camacho, “circunstância que afasta a hipótese de contato meramente eventual ou fortuito e revela convivência reiterada em ambientes privados e sociais”, escreveram os investigadores.

A empresária também apareceu em fotos com Bárbara Alves Mota e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Neto, enteada e filho de Alejandro Camacho, respectivamente. De acordo com a Polícia Civil de São Paulo, as publicações reforçariam uma proximidade não apenas com uma pessoa isolada, mas também com diferentes integrantes do mesmo núcleo familiar.


Entenda a cronologia da operação contra Deolane e o PCC

  • A investigação iniciou em 2019, quando policiais penais apreenderam bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau.
  • Os manuscritos revelaram elementos relacionados à dinâmica interna do PCC, à atuação de lideranças do crime organizado e a possíveis ataques contra agentes públicos.
  • A Polícia Civil notou a menção a uma “mulher da transportadora”, que teria feito um levantamento de endereços de servidores públicos para auxiliar no planejamento dos ataques do PCC, e chegou a uma transportadora, o que deu início à segunda etapa da investigação.
  • Batizada de Lado a Lado e deflagrada em 2021, a operação revelou a utilização da transportadora como braço financeiro do PCC, além de movimentações financeiras incompatíveis e crescimento econômico sem lastro.
  • Durante a Operação Lado a Lado, as autoridades apreenderam um celular com indícios de repasses financeiros a Deolane, além de estreitos vínculos da influenciadora com um dos gestores fantasmas da transportadora.
  • Deolane, segundo os investigadores, passou a ocupar posição de destaque no caso, em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com o comando do PCC.
  • Os levantamentos apontaram recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição de bens de alto padrão, o que fundamentou o desdobramento desta quinta-feira.

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