Egípcios retidos em aeroporto acionam Comissão de Direitos Humanos. Veja vídeo

A família está há 18 dias no Aeroporto de Guarulhos (SP), que teria negado atendimento médico para a mulher grávida de 34 semanas

atualizado

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Arquivo pessoal
Imagens coloridas mostram homem, mulher e criança de costas em um aeroporto - Metrópoles
1 de 1 Imagens coloridas mostram homem, mulher e criança de costas em um aeroporto - Metrópoles - Foto: Arquivo pessoal

A família egípcia retida há 18 dias na área restrita do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, acionou a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Os estrangeiros denunciam “risco real à vida do nascituro sob custódia do Estado brasileiro”.

O grupo é composto pelo pai, dois filhos pequenos e a mãe, que está grávida do terceiro filho e tem diabetes gestacional. A gestação está na 34ª semana, mas nessa quinta-feira (23/4) a mulher parou de sentir os movimentos do bebê. Segundo o pai, chamado Abdallah, eles tiveram atendimento médico negado.

Em vídeo enviado ao Metrópoles (veja acima), o pai destacou nessa sexta (24/4) que a família tem visto válido, mas não obteve permissão para entrar no Brasil. “Ainda estamos sendo detidos aqui”, lamentou. “Esperamos que o nosso caso seja resolvido o mais rápido possível. O impacto psicológico e de saúde em nossa família se tornou extremamente sério”, completou Abdallah.

Comissão de Direitos Humanos

Encaminhado na sexta-feira, o pedido formaliza a denúncia ao Congresso Nacional e a apresenta um vídeo de Abdallah, no qual ele relata diretamente o agravamento da situação e as condições enfrentadas pela família.

O advogado Willian Fernandes, que representa o grupo, destacou que há um risco concreto à vida de um bebê que ainda não nasceu. “A ausência de uma resposta coordenada agrava ainda mais a situação. Se esse quadro evoluir para um desfecho trágico, estaremos diante de um escândalo humanitário de grandes proporções, plenamente evitável”, afirmou. 

O documento solicita assistência médica de urgência e fiscalização com visita direta. A representação aponta ainda falha estatal, com indícios de descoordenação entre Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Itamaraty e Polícia Federal (PF), “diante da ausência de uma resposta integrada para um caso de evidente urgência humanitária”.


Família egípcia retida no Aeroporto de Guarulhos

  • Os egípcios aguardam a aprovação do pedido de refúgio para entrar no Brasil.
  • Além do bebê no ventre da mãe, estão retidas — com os pais — duas crianças, de 2 e 5 anos.
  • A entrada oficial da família no país depende de anuência da Polícia Federal, que não retornou o contato do Metrópoles até a publicação desta reportagem.
  • A gestante demanda acompanhamento médico contínuo. Além disso, uma das crianças tem intolerância à lactose.
  • A alimentação disponibilizada pelas autoridades imigratórias à família não é adequada às necessidades deles, conforme o advogado.

 

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