metropoles.com

Dono da Ultrafarma e diretor da Fast Shop deixam a cadeia em SP

MPSP não pediu a renovação da prisão dos empresários Sidney Oliveira e Mário Otávio. Fiscal que teria recebido R$ 1 bi deve seguir preso

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução
Dono da rede Ultrafarma e executivo da Fast Shop são presos em SP - Sidney Oliveira e Mario Otávio Gomes
1 de 1 Dono da rede Ultrafarma e executivo da Fast Shop são presos em SP - Sidney Oliveira e Mario Otávio Gomes - Foto: Reprodução

Os empresários Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes, diretor da Fast Shop, foram soltos da cadeia no fim da tarde desta sexta-feira (17/8) por determinação da Justiça. Ambos estavam detidos no 8º Distrito Policial (Belenzinho), na zona leste da capital paulista.

A soltura ocorreu um dia antes do término do prazo da prisão temporária — de cinco dias. O Ministério Público de São Paulo (MPSP) não pediu a renovação das medidas cautelares impostas contra os empresários.

A avaliação dos promotores é que, no caso deles, o uso de tornozeleira eletrônica e a retirada dos passaportes seriam suficientes para evitar uma eventual fuga.

Sidney Oliveira e Mário Otávio Gomes foram presos na última quarta-feira (12/8) no âmbito da Operação Ícaro, deflagrada pelo Gedec – grupo do MPSP – contra um esquema de propina para auditores fiscais da Secretaria da Fazenda, mediante a antecipação de créditos fiscais para as empresas.

Dono da Ultrafarma e diretor da Fast Shop deixam a cadeia em SP - destaque galeria
10 imagens
Dinheiro encontrado em casa de fiscal Artur Gomes da Silva Neto, investigado por corrupção
Dinheiro encontrado em casa de fiscal Artur Gomes da Silva Neto, investigado por corrupção
Pacotes de dinheiro foram encontrados em casa de fiscal Artur Gomes da Silva Neto, investigado por corrupção
Dinheiro encontrado em casa de fiscal Artur Gomes da Silva Neto, investigado por corrupção
Empresário Sidney de Oliveira negou três vezes cometer fraudes fiscais e mesmo assim conseguiu acordo para se livrar de acusações do MPSP
Dono da Ultrafarma e diretor da Fast Shop deixam a cadeia em SP - imagem 1
1 de 10

Reprodução
Dinheiro encontrado em casa de fiscal Artur Gomes da Silva Neto, investigado por corrupção
2 de 10

Dinheiro encontrado em casa de fiscal Artur Gomes da Silva Neto, investigado por corrupção

Reprodução
Dinheiro encontrado em casa de fiscal Artur Gomes da Silva Neto, investigado por corrupção
3 de 10

Dinheiro encontrado em casa de fiscal Artur Gomes da Silva Neto, investigado por corrupção

Reprodução
Pacotes de dinheiro foram encontrados em casa de fiscal Artur Gomes da Silva Neto, investigado por corrupção
4 de 10

Pacotes de dinheiro foram encontrados em casa de fiscal Artur Gomes da Silva Neto, investigado por corrupção

Reprodução
Dinheiro encontrado em casa de fiscal Artur Gomes da Silva Neto, investigado por corrupção
5 de 10

Dinheiro encontrado em casa de fiscal Artur Gomes da Silva Neto, investigado por corrupção

Reprodução
Empresário Sidney de Oliveira negou três vezes cometer fraudes fiscais e mesmo assim conseguiu acordo para se livrar de acusações do MPSP
6 de 10

Empresário Sidney de Oliveira negou três vezes cometer fraudes fiscais e mesmo assim conseguiu acordo para se livrar de acusações do MPSP

Reprodução
Sidney Oliveira, dono da rede Ultrafarma
7 de 10

Sidney Oliveira, dono da rede Ultrafarma

Divulgação/Ultrafarma
Sidney Oliveira, dono da rede Ultrafarma
8 de 10

Sidney Oliveira, dono da rede Ultrafarma

Divulgação/Ultrafarma
Sidney Oliveira, dono da rede Ultrafarma
9 de 10

Sidney Oliveira, dono da rede Ultrafarma

Divulgação/Ultrafarma
Sidney Oliveira, dono da rede Ultrafarma
10 de 10

Sidney Oliveira, dono da rede Ultrafarma

Divulgação/Ultrafarma

O principal operador do esquema era o fiscal Artur Gomes da Silva Neto, acusado de receber pelo menos R$ 1 bilhão por meio da empresa Smart Tax, registrada no nome da mãe dele. O MPSP afirma que a mulher teve uma evolução patrimonial de R$ 411 mil para R$ 2 bilhões de 2023 a 2025.

No caso de Artur, os promotores devem se manifestar no sentido de que ele continue preso, por meio da renovação da prisão temporária ou da decretação da prisão preventiva.

O Gedec cogita a possibilidade de firmar um acordo de colaboração premiada com o fiscal, com objetivo de obter informações sobre outras empresas investigadas por envolvimento no esquema. Advogados dele chegaram a sinalizar interesse. Artur, no entanto, ainda não se manifestou oficialmente.

“Assessoria criminosa”

De acordo com o MPSP, a leitura dos e-mails ligados a Artur mostra que ele vinha prestando uma “verdadeira assessoria tributária criminosa”. Citando a atuação junto à Fast Shop, afirma a Promotoria, ele orientava os diretores da empresa sobre quais documentos deveriam ser colocados no procedimento, além de compilar os dados a serem enviados. Em síntese, a conduta apontada é que ele atuaria nas duas pontas: tanto como fiscal quanto representante das empresas por meio de uma consultoria de fachada em nome de sua mãe.

Os promotores dizem que ele também acelerava o ressarcimento dos créditos e deferia os valores para a empresa, além de autorizar a venda dos créditos a outras pessoas jurídicas.

“Ele conseguia créditos superiores àqueles que a empresa tinha apurado. Então, a gente tem provas de que a empresa tinha apurado um valor A de ressarcimento de crédito e ele conseguia ressarcir um valor B, que era muito superior”, afirmou o promotor João Ricupero, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), acrescentando que Artur garantia que os créditos não fossem revistos.

Tudo isso acontecia em troca de propina bilionária, segundo o MPSP. O auditor teria recebido cerca de R$ 1 bilhão desde 2021 para fraudar créditos tributários a favor das empresas. Na casa dele, o MPSP encontrou pacotes de dinheiro.

Além da Ultrafarma e da Fast Shop, as redes varejistas Oxxo e Kalunga são citadas como suspeitas de envolvimento no esquema bilionário de corrupção fiscal.

Em nota, a Ultrafarma informou que está colaborando com a investigação e que as informações veiculadas “serão devidamente esclarecidas no decorrer do processo e demonstrará a inocência no curso da instrução”.

 

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?