Dona de buffet que atropelou e matou menino de 5 anos em festa é solta

TJSP determinou soltura imediata da dona de buffet presa acusada de atropelar e matar menino de 5 anos após audiência de custódia

atualizado

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Imagem colorida mostra agente da Polícia Civil de São Paulo durante prisão de líder de quadrilha - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra agente da Polícia Civil de São Paulo durante prisão de líder de quadrilha - Metrópoles - Foto: Divulgação/Governo de SP

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a soltura imediata da empresária Luana de Castro Louzada Costa, de 34 anos, após audiência de custódia realizada nesse domingo (8/3).

Ela foi presa em flagrante acusada de atropelar e matar um menino, de 5 anos, durante festa de casamento, na madrugada de domingo (8/3), em Tremembé, interior de São Paulo. Luana é a dona do buffet que prestava serviços aos noivos. A Polícia Civil embasou a prisão de Luana em duas circunstâncias: o fato de ela ido embora sem prestar socorro e a lavagem do local do atropelamento.

De acordo com o TJSP, a prisão de Luana “foi considerada ilegal por se tratar de crime culposo (a prisão preventiva é vedada para crimes culposos) e por não haver indícios que sustentem a suspeita de fuga e de omissão de socorro”.

O órgão ressaltou ainda que a empresária é primária, possui residência fixa, atividade lícita e filhos menores de idade, preenchendo todos os requisitos para responder ao processo (se houver) em liberdade.

A vítima foi identificada como Bento Raviv Elias Pinto. Apesar de ter sido levado ao hospital, o garotinho não resistiu e morreu. O enterro foi realizado nesta segunda-feira (9/3), no Cemitério de Caçapava, município vizinho a Tremembé.

Como foi o atropelamento

Segundo a Polícia Civil, o buffet da empresária prestava serviços em uma festa de casamento, na Rodovia Álvaro Barbosa Lima, no Parque Vera Cruz.

Em certo momento durante a festa, a empresária foi ao carro particular e, ao manobrar o veículo na área externa, atropelou o garoto — uma testemunha disse ter visto a criança abaixada no local, como se estivesse procurando algo.

Após o acidente, segundo testemunhas, a empresária voltou ao salão para avisar o marido, mas não prestou socorro imediato ao menino. Um garçom foi avisado pelos pais do garoto e decidiu usar o carro da empresária para socorrer a criança às pressas. O menino morreu devido aos ferimentos.

No hospital, policiais militares (PMs) foram avisados sobre o atropelamento e se deslocaram até o endereço da tragédia. Lá constataram que o local havia sido lavado por funcionários do buffet. Além disso, os militares foram buscar a empresária em casa e a levaram até a delegacia.

Em depoimento, a empresária disse que o marido a levou para casa porque ela ficou “nervosa demais”.

Segundo a Polícia Civil, o caso segue sob investigação. O intuito é identificar os responsáveis por lavarem o local do atropelamento, mas também apurar possível negligência por parte da empresária.


Entenda o caso

  • Bento morreu após ser atropelado em uma festa de casamento, em Tremembé, interior de São Paulo.
  • A dona do buffet que prestava serviços no casamento foi identificada como a responsável pelo acidente.
  • Depois do atropelamento, empresária voltou ao salão para procurar o esposo, e não socorreu o garoto.
  • Testemunhas e os pais do menino pediam socorro, quando garçom viu a cena e usou o carro envolvido no acidente para resgatar o garoto.
  • Empresária viu o menino sendo socorrido e, então, o marido a levou para casa por estar “nervosa com a situação“.
  • Polícia Civil investiga negligência de empresária e “fraude processual” pelo fato de o local do acidente ter sido lavado por funcionários do buffet.
  • Após audiência de custódia, a dona do buffet foi solta.
  • De acordo com o TJSP, a prisão de Luana “foi considerada ilegal por se tratar de crime culposo (a prisão preventiva é vedada para crimes culposos) e por não haver indícios que sustentem a suspeita de fuga e de omissão de socorro”.
  • O tribunal reforçou ainda que ela preenche todos os requisitos para responder ao processo (se houver) em liberdade.

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