Desafio do Parque Bruno Covas vai além de capivaras e segurança

Sessão para definir empresa que vai administrar o espaço está marcada para 21 de maio. Vencedora cuidará de segurança hoje precária no local

atualizado

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Felipe Resk/Metrópoles
Parque Bruno Covas
1 de 1 Parque Bruno Covas - Foto: Felipe Resk/Metrópoles

A empresa que vencer a permissão de uso do Parque Linear Bruno Covas, em São Paulo, terá 48 meses — ou seja, quatro anos — para exploração econômica da área. O edital foi publicado pelo governo de São Paulo na última quarta-feira (22/4). Apesar de ser considerado desafiador, a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) está otimista na atratividade do projeto.

Obviamente, o setor gosta de contratos mais longos de 30, 20 anos, mas temos empresas interessadas. Estamos trabalhando aqui pra ter uma licitação competitiva, embora a gente saiba que é um desafio, já que o setor não está acostumado a esses contratos mais curtos. Mas a gente está bastante otimista”, afirmou ao Metrópoles o diretor-presidente Edgard Benozatti, diretor-presidente da Companhia Paulista de Parcerias, órgão vinculado à Secretaria de Parcerias em Investimentos.

Na avaliação do governo, um contrato longo de duração não faria sentido nesse momento, já que o entorno do Rio Pinheiros passa por uma transformação – além do fim das obras da Usina Elevatória de Traição, há o projeto de desassoreamento do rio e a execução do Plano de Universalização de Saneamento até 2029, pela Sabesp.

Segurança e capivaras

Mesmo com a concessão, o acesso ao parque continuará gratuito. Para o governo, a permissão mais curta de uso permitirá que as principais reclamações dos usuários sejam atendidas: segurança e infraestrutura.

De acordo com Benozatti, essas serão as primeiras mudanças para quem assumir [o parque]. “Vai ter que implementar controle de acesso nas guaritas, câmeras de monitoramento e vigilância patrimonial. Toda a parte de tecnologia será integrada aos programas Muralha Paulista, do estado de São Paulo, e Smart Sampa, do município”. A região externa do parque registra constantes ocorrências policiais praticadas por ladrões.

Além disso, a concessionária terá obrigação de manter o cuidado com as capivaras, um dos exemplos da fauna existente nas margens do rio. “Hoje isso já é realizado em parceria com uma organização do terceiro setor. A gente está trabalhando de uma forma que continue com as parcerias existentes, mas a concessionária é, sim, responsável por fazer esse manejo para garantir que tantos animais, quanto quem frequenta o parque fiquem seguros”, afirma Benozatti.

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O projeto abrange um trecho de aproximadamente 8,2 quilômetros da margem oeste do Rio Pinheiros.
Parque Estadual Bruno Covas fica ao lado da Marginal Pinheiros
Ciclista passa por ciclovia do Parque Bruno Covas, em São Paulo
Passarela flutuante do Parque Bruno Covas, em São Paulo.
Empresa que assumir o Parque Linear Bruno Covas terá obrigação de manter o cuidado com as capivaras - um exemplo da fauna existente nas margens do Rio.
A sessão pública para definir a empresa que vai administrar o espaço está marcada para 21 de maio. O valor mínimo da outorga é de R$ 73,5 mil.
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A sessão pública para definir a empresa que vai administrar o espaço está marcada para 21 de maio. O valor mínimo da outorga é de R$ 73,5 mil.

Divulgação/Farah Service
O projeto abrange um trecho de aproximadamente 8,2 quilômetros da margem oeste do Rio Pinheiros.
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O projeto abrange um trecho de aproximadamente 8,2 quilômetros da margem oeste do Rio Pinheiros.

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Parque Estadual Bruno Covas fica ao lado da Marginal Pinheiros
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Parque Estadual Bruno Covas fica ao lado da Marginal Pinheiros

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Ciclista passa por ciclovia do Parque Bruno Covas, em São Paulo
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Ciclista passa por ciclovia do Parque Bruno Covas, em São Paulo

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Passarela flutuante do Parque Bruno Covas, em São Paulo.
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Passarela flutuante do Parque Bruno Covas, em São Paulo.

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Empresa que assumir o Parque Linear Bruno Covas terá obrigação de manter o cuidado com as capivaras - um exemplo da fauna existente nas margens do Rio.
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Empresa que assumir o Parque Linear Bruno Covas terá obrigação de manter o cuidado com as capivaras - um exemplo da fauna existente nas margens do Rio.

Divulgação/Fabiana Marson - Farah Service
Mais de 10 grupos de capivaras são  monitorados às margens dos rios Pinheiros e Tietê
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Mais de 10 grupos de capivaras são monitorados às margens dos rios Pinheiros e Tietê

Divulgação/Farah Service

O projeto abrange um trecho de aproximadamente 8,2 quilômetros da margem oeste do Rio Pinheiros. Entre 2021 e 2024, o Parque Bruno Covas recebeu mais de 5,4 milhões de visitantes, de acordo com a gestão estadual. A média mensal de custos e despesas calculadas pelo governo é de cerca de R$ 417 mil, levando em consideração serviços como gestão, segurança e limpeza.

A sessão pública para definir a empresa que vai administrar o espaço está marcada para 21 de maio. O valor mínimo da outorga é de R$ 73,5 mil. A expectativa é de que o vencedor do novo contrato assuma o serviço no segundo semestre deste ano.

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