Desafio do Parque Bruno Covas vai além de capivaras e segurança
Sessão para definir empresa que vai administrar o espaço está marcada para 21 de maio. Vencedora cuidará de segurança hoje precária no local
atualizado
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A empresa que vencer a permissão de uso do Parque Linear Bruno Covas, em São Paulo, terá 48 meses — ou seja, quatro anos — para exploração econômica da área. O edital foi publicado pelo governo de São Paulo na última quarta-feira (22/4). Apesar de ser considerado desafiador, a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) está otimista na atratividade do projeto.
“Obviamente, o setor gosta de contratos mais longos de 30, 20 anos, mas temos empresas interessadas. Estamos trabalhando aqui pra ter uma licitação competitiva, embora a gente saiba que é um desafio, já que o setor não está acostumado a esses contratos mais curtos. Mas a gente está bastante otimista”, afirmou ao Metrópoles o diretor-presidente Edgard Benozatti, diretor-presidente da Companhia Paulista de Parcerias, órgão vinculado à Secretaria de Parcerias em Investimentos.
Na avaliação do governo, um contrato longo de duração não faria sentido nesse momento, já que o entorno do Rio Pinheiros passa por uma transformação – além do fim das obras da Usina Elevatória de Traição, há o projeto de desassoreamento do rio e a execução do Plano de Universalização de Saneamento até 2029, pela Sabesp.
Segurança e capivaras
Mesmo com a concessão, o acesso ao parque continuará gratuito. Para o governo, a permissão mais curta de uso permitirá que as principais reclamações dos usuários sejam atendidas: segurança e infraestrutura.
De acordo com Benozatti, essas serão as primeiras mudanças para quem assumir [o parque]. “Vai ter que implementar controle de acesso nas guaritas, câmeras de monitoramento e vigilância patrimonial. Toda a parte de tecnologia será integrada aos programas Muralha Paulista, do estado de São Paulo, e Smart Sampa, do município”. A região externa do parque registra constantes ocorrências policiais praticadas por ladrões.
Além disso, a concessionária terá obrigação de manter o cuidado com as capivaras, um dos exemplos da fauna existente nas margens do rio. “Hoje isso já é realizado em parceria com uma organização do terceiro setor. A gente está trabalhando de uma forma que continue com as parcerias existentes, mas a concessionária é, sim, responsável por fazer esse manejo para garantir que tantos animais, quanto quem frequenta o parque fiquem seguros”, afirma Benozatti.
O projeto abrange um trecho de aproximadamente 8,2 quilômetros da margem oeste do Rio Pinheiros. Entre 2021 e 2024, o Parque Bruno Covas recebeu mais de 5,4 milhões de visitantes, de acordo com a gestão estadual. A média mensal de custos e despesas calculadas pelo governo é de cerca de R$ 417 mil, levando em consideração serviços como gestão, segurança e limpeza.
A sessão pública para definir a empresa que vai administrar o espaço está marcada para 21 de maio. O valor mínimo da outorga é de R$ 73,5 mil. A expectativa é de que o vencedor do novo contrato assuma o serviço no segundo semestre deste ano.













