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São Paulo

Em depoimento, sócio do Palmeiras nega abuso de menina de 4 anos

Após denúncia de abuso feita pela mãe da criança, o Palmeiras afastou associado. Imagens confirmam que menina entrou no banheiro masculino

Fabio Menotti/Palmeiras
Sociedade Esportiva do Palmeiras

Laercio Milazzotto, de 74 anos, sócio do Palmeiras averiguado por suspeita de abusar sexualmente de uma menina de 4 anos dentro da sede social do clube, em Perdizes, zona oeste de São Paulo, prestou depoimento à Polícia Civil, na tarde desta terça-feira (16/6).

O depoimento foi prestado na 9ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), responsável pela investigação do caso. Segundo apuração do Metrópoles, durante o interrogatório aos policiais, ele negou as acusações.

A versão apresentada à Polícia Civil já havia sido antecipada pela defesa do sócio. Em nota, divulgada anteriormente, os advogados João Victor Abreu e Ana Beatriz Tabarelli Krasovic afirmaram que o suspeito só tomou conhecimento da acusação após ser suspenso do quadro de associados do Palmeiras e diante da repercussão do caso na imprensa.


Abuso da menina no Palmeiras

  • A mãe de uma menina de 4 anos denunciou, no dia 10 de junho, o abuso sexual de sua filha por um frequentador da sede social do Palmeiras, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo.
  • Segundo a mulher, a filha “desapareceu brevemente”, por volta das 16h30, reaparecendo instantes depois, como se tivesse saído do banheiro masculino.
  • A mãe, então, perguntou à menina o que fazia naquela direção e a garota respondeu: “É segredo, é segredo”.
  • O suposto abuso só foi notado mais tarde, quando a mulher dava banho na criança. Uma secreção foi vista na região íntima.
  • Orime é investigado pela 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

“Vovô colocou a mão lá”

De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe da menina de 4 anos que denunciou o sócio  percebeu o crime durante o banho da criança, ao notar uma secreção em sua região íntima. Ao ser questionada pela mãe, a menina disse que “o vovô colocou a mão lá”. 

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Abalada com o relato da filha, a mãe chamou a irmã para conversar com a criança. Diante da tia, a menina voltou a descrever o que teria acontecido, e a conversa foi gravada em vídeo.

Com as suspeitas reforçadas, a mulher retornou ao Palmeiras e informou a administração do clube sobre o caso. Segundo o boletim de ocorrência, a equipe de segurança revisou as imagens das câmeras de monitoramento e confirmou que a criança entrou no banheiro masculino, onde permaneceu por cerca de 15 segundos.

Sócio afastado

Em nota (leia íntegra abaixo), o Palmeiras informou que abriu uma investigação interna para apurar a denúncia de abuso sexual registrada pela mãe da criança. Segundo o clube, a mulher procurou a administração da sede social para relatar o caso e recebeu acolhimento, assim como a filha. O Palmeiras também afirmou que as imagens do sistema de monitoramento foram separadas e colocadas à disposição das autoridades responsáveis pela investigação.

O clube informou ainda que, após ser comunicada sobre a ocorrência, a presidente Leila Pereira determinou o afastamento imediato do associado apontado como suspeito de envolvimento no caso. De acordo com o Palmeiras, a suspensão tem caráter preventivo e permanecerá enquanto os fatos são apurados. A instituição afirmou que, caso a autoria ou participação do associado seja comprovada, ele poderá ser expulso do quadro social, além de estar sujeito às demais medidas cabíveis.

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Nota do Palmeiras

“Na noite de quarta-feira (10/6), uma associada procurou a administração do Palmeiras para relatar um caso de abuso sexual cometido contra sua filha, possivelmente nas dependências do clube social.

Após acolher a mãe e a criança, que foi atendida por um médico do Palmeiras, a administração designou que um dos advogados do clube as acompanhasse até a Delegacia de Defesa da Mulher para o registro da ocorrência.

Paralelamente, iniciou-se um trabalho de apuração interna por meio da análise das imagens do sistema de monitoramento da sede social. O material solicitado foi prontamente separado e enviado à polícia.

Assim que foi informada sobre a ocorrência, a presidente Leila Pereira determinou a imediata suspensão de um associado suspeito de envolvimento no caso; se ficar comprovada a autoria ou participação dele neste crime abominável, ele será expulso do quadro associativo, sem prejuízo das demais medidas punitivas cabíveis.

A identidade do suspeito está sendo preservada em respeito às normas legais e para a adequada condução das investigações realizadas pela autoridade competente.

A instituição segue inteiramente à disposição do Poder Judiciário para colaborar com esclarecimentos adicionais que entendam ser pertinentes para a apuração do caso.

O Palmeiras repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso e não medirá esforços para que os fatos sejam rapidamente elucidados.”