Prisão de Deolane: operação bloqueia R$ 300 milhões e carros de luxo

Influenciadora Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira (21/5) em operação contra esquema de lavagem de dinheiro com envolvimento do PCC

atualizado

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Imagem colorida mostra deolane bezerra, presa em operação. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra deolane bezerra, presa em operação. Metrópoles - Foto: Reprodução/TV Globo

Autoridades de São Paulo deflagraram, nesta quinta-feira (21/5), uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os alvos, está a influenciadora Deolane Bezerra, suspeita de envolvimento com a facção e alvo de um mandado de prisão.

Após pedido da Polícia Civil com apoio do Ministério Público paulista, a Justiça determinou o bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões, além do sequestro de 17 veículos — incluindo modelos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões — e quatro imóveis ligados aos investigados. Seis prisões preventivas foram decretadas.

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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
Marcola, líder máximo do PCC
Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
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Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.

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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa
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Deolane Bezerra posa em Roma antes de ser presa

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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.
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As investigações apontam para um esquema sofisticado de ocultação de patrimônio, que utilizaria empresas e terceiros para movimentar recursos atribuídos à facção criminosa. Segundo os investigadores, uma transportadora de cargas sediada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para lavar dinheiro da família de Marcola.

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Marcola, líder máximo do PCC
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Marcola, líder máximo do PCC

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Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.
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Os investigadores afirmam que Deolane recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021.

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As medidas, segundo as autoridades, buscam interromper o fluxo financeiro ilícito, preservar ativos de possível origem criminosa e atingir a estrutura econômica do PCC.

Operação começou com troca de bilhetes

A Operação Vérnix, da Polícia Civil com o Ministério Público de São Paulo, é fruto de uma investigação que começou em 2019. Na ocasião, policiais penais apreenderam bilhetes com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Os manuscritos revelaram elementos relacionados à dinâmica interna do PCC, à atuação de lideranças do crime organizado e possíveis ataques contra agentes públicos.

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Deolane Bezerra
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A influenciadora Deolane Bezerra é uma das moradoras do condomínio de luxo
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A influenciadora Deolane Bezerra é uma das moradoras do condomínio de luxo

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Recentemente, Deolane teve o passaporte devolvido após a prisão
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Recentemente, Deolane teve o passaporte devolvido após a prisão

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Deolane publica lembranças com MC Kevin: "Para sempre no meu coração"
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Deolane publica lembranças com MC Kevin: "Para sempre no meu coração"

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Após a descoberta, a Polícia Civil descobriu um trecho que citava uma “mulher da transportadora”, que teria feito um levantamento de endereços de servidores públicos para auxiliar no planejamento dos ataques da facção.

A investigação levou a uma transportadora em Presidente Venceslau, interior de São Paulo, posteriormente reconhecida judicialmente como instrumento utilizado pelo crime organizado para lavagem de dinheiro, e deu origem à segunda fase da operação, batizada de Lado a Lado. Essa etapa revelou movimentações financeiras incompatíveis, crescimento patrimonial sem lastro econômico suficiente e a utilização da transportadora como braço financeiro do PCC.

Durante a Operação Lado a Lado, as autoridades apreenderam um celular e analisaram mais trocas de mensagens de pessoas ligadas à facção. O conteúdo também revelou indícios de repasses financeiros à Deolane Bezerra e apontou estreitos vínculos pessoais e comerciais da influenciadora com um dos gestores fantasmas da transportadora.


Entenda o envolvimento de Deolane Bezerra

  • Segundo a investigação, Deolane desempenhava um papel fundamental ao fornecer uma camada de aparente legalidade para os recursos ilícitos do PCC.
  • A projeção pública da influenciadora, além de suas atividades empresariais formais e da movimentação de seu patrimônio, era utilizada para ocultar e dissimular a origem criminosa do dinheiro, dificultando a identificação do vínculo com a facção.
  • Deolane, segundo os investigadores, possuía vínculos pessoais e negociais estreitos com um dos “gestores fantasmas” de uma transportadora em Presidente Venceslau. A empresa já havia sido identificada como braço financeiro do PCC em uma operação anterior.
  • Os investigadores ainda apontam que a influenciadora apresentou movimentações financeiras expressivas e um fluxo vultoso de dinheiro que não possuía lastro econômico compatível com suas atividades.
  • A estrutura envolvia o recebimento de valores de origem não esclarecida por meio de empresas, além da aquisição ou vinculação a bens de alto padrão, como imóveis e veículos de luxo.

Deolane, segundo os investigadores, passou a ocupar posição de destaque no caso em razão de movimentações financeiras expressivas, incompatibilidades patrimoniais e indícios de conexão com o comando do PCC. Os levantamentos apontaram recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição de bens de alto padrão. Para os investigadores, a projeção pública, a atividade empresarial da transportadora e a movimentação patrimonial dos envolvidos eram utilizadas para camuflar o esquema e dificultar a origem ilícita dos recursos.

A quebra de sigilos revelou um alto fluxo de dinheiro sem lastro compatível, além de movimentações bancárias atípicas, contas utilizadas para passagem de valores e operações com empresas sem capacidade financeira aparente.

Na terceira fase da investigação, com a operação deflagrada nesta quinta-feira (21/5), as autoridades buscam descortinar um esquema mais amplo de lavagem de capitais, com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras. Foram decretadas seis prisões preventivas, bloqueios de valores superiores a R$ 327 milhões, além da apreensão de 17 veículos, incluindo modelos de luxo.

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