Criptoativos: ação do MPSP e PF recupera R$ 5,5 mi e bloqueia R$ 32 mi

Operação Magna Fraus, deflagrada após solicitação do MPSP, cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão nos estados de GO e PA

atualizado

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Reprodução/Ministério Público do Estado de São Paulo
Imagens coloridas mostram arte com gráficos financeiros e moedas para simbolizar crimes cibernéticos
1 de 1 Imagens coloridas mostram arte com gráficos financeiros e moedas para simbolizar crimes cibernéticos - Foto: Reprodução/Ministério Público do Estado de São Paulo

O Ministério Público do estado de São Paulo (MPSP) e a Polícia Federal (PF) deflagraram, nessa quinta-feira (15/7), uma operação que resultou na recuperação de R$ 5,5 milhões em  e bloqueio de outros R$ 32 milhões em criptoativos.

Durante a Operação Magna Fraus, deflagrada após solicitada pelo CyberGaeco, setor do MPSP, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária, cinco mandados de busca e apreensão nos Estados de Goiás e do Pará. A chave privada de acesso às criptomoedas foi localizada em um dos endereços, possibilitando a transferência dos recursos para a custódia do Ministério Público paulista. Os ativos serão alienados e o valores, depositados em conta judicial à disposição da 1ª Vara Criminal Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de São Paulo.

Criptoativos

Os alvos da operação — que contou com o apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro e tem como foco principal o esquema de lavagem utilizando criptoativos — eram suspeitos de integrar grupo criminoso responsável por praticar atos de lavagem de valores oriundos de furtos mediante fraude e invasões de dispositivos eletrônicos que resultaram em prejuízos nas contas bancárias operacionais de instituições financeiras e de pagamento destinadas à liquidação de transferências instantâneas do tipo Pix.

Segundo o MPSP, o foco da investigação é a atuação de indivíduos em fraude de alta complexidade que atingiu sistema de empresa provedora de serviços de tecnologia da informação que interliga algumas instituições financeiras e de pagamento ao Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), responsável por permitir transferências em tempo real entre as instituições participantes do PIX, causando prejuízo de milhões de reais a diversas instituições financeiras.

Um dos objetivos da operação é recuperar ativos obtidos por meio da prática de delitos. Alem dos R$ 5,5 milhões em criptoativos que foram recuperados, houve o bloqueio de outros R$ 32 milhões em USDT (criptoativo pareado ao dólar) em colaboração com a Tether, que controla o contrato desta criptomoeda, além do bloqueio de contas e apreensão de dinheiro em espécie, veículos e armas.

Os investigados responderão pelos crimes de invasão de dispositivo informático, furto mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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