Nunes assina contrato com empresa para operar linhas da Transwolff
Prefeitura assinou contrato emergencial com a Sancetur para operar 133 linhas de ônibus. Transwolff é investigada por suposto elo com PCC
atualizado
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A Prefeitura de São Paulo assinou um contrato emergencial com a empresa Sancetur para operar, a partir do próximo domingo (1°/2), as 133 linhas de ônibus da Transwolff, que estavam sob intervenção desde 9 de abril de 2024. A Transwolff é alvo de investigação por suposta lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).
“A Sancetur dará início a uma operação assistida, e vai garantir a continuidade dos serviços na zona sul da cidade, sem qualquer prejuízo para os 555 mil passageiros atendidos por dia. Os empregos dos trabalhadores serão mantidos, assim como o pagamento de salários e benefícios. Os compromissos firmados com fornecedores também serão honrados”, afirmou a gestão municipal.
Em dezembro, a Justiça mandou suspender o decreto de caducidade que causou o rompimento dos contratos da Prefeitura de São Paulo com a concessionária de ônibus Transwolff. A decisão foi tomada em caráter liminar.
Entenda o caso
- Transwolff e a UpBus estão sob intervenção da gestão municipal de São Paulo desde abril de 2024, quando foram alvo da Operação Fim da Linha por vínculo com o Primeiro Comando da Capital.
- O dono da Transwolff, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora, e o sócio da UpBus, Silvio Luís Ferreira, o Cebola, tiveram mandatos de prisão cumpridos em seus nomes durante a operação.
- Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, a Transwolff recebeu um aporte de R$ 54 milhões da facção criminosa, obtido com tráfico de drogas e outros delitos, para participar da licitação do transporte público na capital paulista.
- A Transwolff e a Upbus operam, respectivamente, as linhas de ônibus da zona sul e leste da cidade de São Paulo — e transportam, juntas, 700 mil passageiros na capital.
