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Transwolff vai à Justiça após Prefeitura de SP decretar fim de contrato

Decreto de caducidade dos contratos da empresa ocorre em meio a investigações que mencionam suposto elo da Transwolff com o PCC

atualizado

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Jéssica Bernardo/Metrópoles
foto colorida de ônibus da Transwolff circulam normalmente no dia em que MPSP faz operação da empresa por suspeita de ligação com o PCC; na imagem, ônibus da empresa no Terminal Santo Amaro; Justiça tornou dirigentes da empresa réus - Metrópoles
1 de 1 foto colorida de ônibus da Transwolff circulam normalmente no dia em que MPSP faz operação da empresa por suspeita de ligação com o PCC; na imagem, ônibus da empresa no Terminal Santo Amaro; Justiça tornou dirigentes da empresa réus - Metrópoles - Foto: Jéssica Bernardo/Metrópoles

A Transwolff Transportes e Turismo informou, nesta sexta-feira (5/12), que irá recorrer à Justiça contra o decreto da Prefeitura de São Paulo que determinou a caducidade dos contratos da empresa com o sistema municipal de ônibus. A gestão municipal publicou a decisão sob a justificativa de descumprimento de obrigações contratuais, mas a empresa afirma que a medida é “arbitrária e ilegal”.

Em nota, a Transwolff declarou que causa “estranheza” o rompimento ter sido decretado antes da conclusão das atividades do Grupo de Trabalho Multidisciplinar criado pela Secretaria de Transportes, que analisa a situação contratual da empresa. Segundo a concessionária, uma manifestação recente enviada ao grupo apontou irregularidades no processo administrativo, a ponto de justificar comunicação ao Ministério Público.

A empresa também contesta as razões apresentadas pela Prefeitura, alegando que o decreto se baseia exclusivamente em “questões financeiras comuns a todas as empresas do setor e plenamente sanáveis”.


Entenda o caso

  • Transwolff e a UpBus estão sob intervenção da gestão municipal de São Paulo desde abril de 2024, quando foram alvo da Operação Fim da Linha, que apontada vínculo  das empresas com o Primeiro Comando da Capital.
  • O dono da Transwolff, Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como Pandora, e o sócio da UpBus, Silvio Luís Ferreira, o Cebola, tiveram mandatos de prisão cumpridos em seus nomes durante a operação.
  • Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, a Transwolff recebeu um aporte de R$ 54 milhões da facção criminosa, obtido com tráfico de drogas e outros delitos, para participar da licitação do transporte público na capital paulista.
  • A Transwolff e a Upbus operam, respectivamente, as linhas de ônibus da zona sul e leste da cidade de São Paulo — e transportam, juntas, 700 mil passageiros na capital.

 

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