Comissão vai julgar anistia a metalúrgicos por perseguição na ditadura
O sindicato teve ativistas demitidos e perseguidos durante a ditadura. Alguns sofreram tortura, desapareceram e morreram no período

A Comissão da Anistia julgará no próximo dia 2 de julho um pedido de reparação histórica feito pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes por perseguição durante o regime militar.
A entidade participou da resistência à ditadura e ativistas sindicais foram demitidos e perseguidos, por meio de monitoramentos e informações repassadas pelas empresas. Alguns sofreram tortura, desapareceram e morreram durante o período, segundo o sindicato.
• Olavo Hanssen – morto aos 33 anos – em maio de 1970.
• Luiz Hirata – morto aos 27 anos – em dezembro de 1971.
• Manoel Fiel Filho – morto aos 49 anos – em janeiro de 1976.
• Nelson Pereira de Jesus – morto aos 22 anos – em outubro de 1978.
• Santo Dias – morto aos 37 anos – em outubro de 1979.
Antes mesmo da consolidação do regime, a sede da entidade, então localizada na Rua do Carmo, centro de São Paulo, foi cercada por forças militares no dia 31 de março de 1964.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPO Sindicato dos Metalúrgicos será o primeiro órgão sindical a ter o caso analisado pela Comissão da Anistia por perseguição no regime.

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Ver todasPara o atual presidente do sindicato, Miguel Torres, “esse julgamento é imprescindível para que a sociedade brasileira reconheça a perseguição política que atingiu os operários metalúrgicos, os ativistas e o nosso Sindicato”.
“Nós resistimos, lutamos pela redemocratização e pelas Diretas, Já! Mas precisamos continuar mobilizados, em defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito, para que não haja retrocessos políticos nem a volta de regimes autoritários, violentos e criminosos como o que durou 21 anos na história recente do País, de 1964 a 1985”, afirma Miguel Torres.
A sessão plenária especial de análise do requerimento coletivo de anistia será realizada no dia 2 de julho, a partir das 9h, no Auditório do Bloco A (Subsolo), no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em Brasília.



