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São Paulo

Comissão vai julgar anistia a metalúrgicos por perseguição na ditadura

O sindicato teve ativistas demitidos e perseguidos durante a ditadura. Alguns sofreram tortura, desapareceram e morreram no período

25/06/2026 13:12
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Divulgação/Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes
Imagem colorida de manifestação do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes; entidade vai ter pedido de anistia por perseguição na ditadura analisado - Metrópoles

A Comissão da Anistia julgará no próximo dia 2 de julho um pedido de reparação histórica feito pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes por perseguição durante o regime militar.

A entidade participou da resistência à ditadura e ativistas sindicais foram demitidos e perseguidos, por meio de monitoramentos e informações repassadas pelas empresas. Alguns sofreram tortura, desapareceram e morreram durante o período, segundo o sindicato.


Olavo Hanssen morto aos 33 anos – em maio de 1970.
Luiz Hirata morto aos 27 anos – em dezembro de 1971.
Manoel Fiel Filho morto aos 49 anos – em janeiro de 1976.
Nelson Pereira de Jesus – morto aos 22 anos – em outubro de 1978.
Santo Dias – morto aos 37 anos – em outubro de 1979.


Antes mesmo da consolidação do regime, a sede da entidade, então localizada na Rua do Carmo, centro de São Paulo, foi cercada por forças militares no dia 31 de março de 1964.

O Sindicato dos Metalúrgicos será o primeiro órgão sindical a ter o caso analisado pela Comissão da Anistia por perseguição no regime.

Para o atual presidente do sindicato, Miguel Torres, “esse julgamento é imprescindível para que a sociedade brasileira reconheça a perseguição política que atingiu os operários metalúrgicos, os ativistas e o nosso Sindicato”.

“Nós resistimos, lutamos pela redemocratização e pelas Diretas, Já! Mas precisamos continuar mobilizados, em defesa da Democracia e do Estado Democrático de Direito, para que não haja retrocessos políticos nem a volta de regimes autoritários, violentos e criminosos como o que durou 21 anos na história recente do País, de 1964 a 1985”, afirma Miguel Torres.

A sessão plenária especial de análise do requerimento coletivo de anistia será realizada no dia 2 de julho, a partir das 9h, no Auditório do Bloco A (Subsolo), no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em Brasília.

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