Ciro sobre Flávio: “Se virar candidato de extrema-direita, vai perder”. Veja vídeo

Presidente do PP afirmou que Flávio estaria “fadado” a perder eleição caso vire candidato de extrema-direita

atualizado

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Senador Ciro Nogueira é entrevistado no estúdio do portal Metrópoles
1 de 1 Senador Ciro Nogueira é entrevistado no estúdio do portal Metrópoles - Foto: KEBEC NOGUEIRA/ METRÓPOLES @kebecfotografo

O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, afirmou nesta segunda-feira (13/4) que o apoio da federação PP-União Brasil à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) depende mais do senador carioca do que do grupo.


Ciro afirmou que a federação não apoiará Flávio caso ele vire um “candidato de extrema-direita”.

“Temos uma aproximação muito grande com o senador Flávio Bolsonaro. Costumo dizer que hoje depende muito mais dele ter o nosso apoio do que da própria federação. Se ele vier como ele está fazendo agora, com a campanha de unificar o país, de olhar o Brasil pensando nas pessoas que estão com problema de segurança, de saúde e de educação, vai contar com o nosso apoio. Agora, se ele virar um candidato de extrema-direita, aí não, porque aí está fadado a perder a eleição”, disse o senador do Piauí.

Ciro participou de um evento do segmento da saúde organizado pela Harvard Business Review na região central de São Paulo. Segundo ele, a formalização do apoio a Flávio deve ocorrer em meados de julho.

Sobre a possibilidade de o PP indicar o vice na chapa de Flávio, Ciro afirmou que isso ainda não está sendo discutido e que não seria prioridade da federação. A senadora Tereza Cristina, que é do PP, é uma das opções mais citadas para a vaga. Ciro descartou se colocar como possibilidade de vice e disse que tentará a reeleição ao Senado.

“Para a federação, é mais importante ganhar a eleição do que indicar a vice. (…) Eu converso semanalmente com o senador Flávio. Não é uma discussão que vai acontecer a curto prazo, não adianta muito essa vontade de se anunciar o nome”, disse.

O senador ainda afirmou não enxergar espaço para outro candidato que não seja Flávio e Lula no segundo turno e que esse cenário estaria consolidado.

“Eu acho que nós temos um cenário já consolidado. Meu sentimento é que em 2022 as pessoas votaram no Lula para derrotar o Bolsonaro e agora estão votando no Flávio para derrotar o Lula. É uma eleição de rejeição. E quem for menos rejeitado vai ganhar essa eleição. E atualmente o Flávio está com esse viés de diminuição de rejeição e o Lula, de aumento”, disse.

Ainda de acordo com o presidente do PP, as brigas entre o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) atrapalham a direita no ano eleitoral.

Acho que atrapalha hoje em dia. O Eduardo tem meu respeito, é um querido amigo, uma pessoa que tem a sua representatividade. Agora, o nosso adversário aqui desse campo não é o Nikolas, não é o Eduardo, não são as pessoas que estão nessas discussões. O nosso adversário é o atraso do nosso país, é esse governo que não representa o que nós queremos para o futuro. Eu acho que devíamos centrar forças nisso”, afirmou.

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