Cidade Tiradentes é o 1° distrito de SP a registrar epidemia de dengue

O distrito de Cidade Tiradentes atingiu coeficiente de incidência de 323 casos de dengue por 100 mil habitantes

atualizado

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Joao Paulo Burini/Getty Images
Imagem em close-up de um mosquito da febre amarela picando a pele humana. Trata-se de um mosquito da família Culicidae, vetor da malária, febre amarela, chikungunya, dengue e zika no Brasil, conhecido localmente como mosquito da dengue. Metrópoles
1 de 1 Imagem em close-up de um mosquito da febre amarela picando a pele humana. Trata-se de um mosquito da família Culicidae, vetor da malária, febre amarela, chikungunya, dengue e zika no Brasil, conhecido localmente como mosquito da dengue. Metrópoles - Foto: Joao Paulo Burini/Getty Images

Cidade Tiradentes, distrito de São Paulo, é o primeiro a registrar epidemia de dengue em 2026, segundo dados do Boletim Arboviroses Urbanas. Divulgado pela prefeitura de São Paulo, o documento mostra a quantidade de casos confirmados na cidade e qual o coeficiente de incidência de cada bairro.

Cidade Tiradentes atingiu um coeficiente de incidência (INC) de 323 casos por 100 mil habitantes, o que indica uma frequência alta de casos na região. Outros dois bairros de São Paulo aparecem com índices preocupantes: Cachoeirinha e Guaianases, que apresentam, respectivamente, os INCs 233,4 e 205,1. Os dados são provisórios até 15 de maio.

Em número de casos totais, Cidade Tiradentes apresenta 783, Cachoeirinha apresenta 345 e Guaianases, 229. Já o município de São Paulo apresenta 7.841 casos e 2 mortes.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), as Unidades de Vigilância em Saúde (Uvis) estão realizando plantões para a intensificação das ações de combate à dengue em áreas onde há mais registros de casos confirmados, como nos distritos administrativos de Cidade Tiradentes, Cachoeirinha e Guaianases, onde já foram realizadas mais de 440 mil atividades neste ano, desde janeiro.

Segundo Antonio José Gonçalves, professor titular da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de SP e presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), epidemias de dengue não são tão comuns no inverno, mas podem acontecer. No entanto, não são difíceis de serem controladas. Um dos principais mecanismos — além dos cuidados com acúmulo de água parada — é a vacinação, que já existe e minimiza a gravidade dos casos.

Além disso, Gonçalves afirma que a Cidade Tiradentes estar com um número alto de casos é também um retrato das periferias de São Paulo. Regiões periféricas tendem a ter mais pontos que concentram água parada, menos acesso à conscientização sobre o combate à dengue e menos pontos de tratamento e vacinação contra a doença.

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