Caso Thawanna: Ouvidoria da PM questiona omissão e atraso em socorro

Reconstituição da morte de Thawanna Solmázio, cometida por uma PM, deve ser feita nesta 4ª feira (15/4) em Cidade Tiradentes, em São Paulo

atualizado

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Caso Thawanne: “Íamos casar”, disse companheiro de mulher morta por PM - Metrópoles
1 de 1 Caso Thawanne: “Íamos casar”, disse companheiro de mulher morta por PM - Metrópoles - Foto: Reprodução/Facebook

A Ouvidoria da Polícia Militar (PM) vai recomendar à Corregedoria da corporação que investigue uma possível omissão de socorro de Thawanna da Silva Solmázio. Ela foi morta aos 31 anos por uma policial militar na madrugada de 3 de abril, em Cidade Tiradentes, no extremo leste de São Paulo, após uma discussão com PMs.

“Há de se apurar qual é a responsabilidade de cada um dos policiais: quem era [o agente com] a maior patente? Ao tomar conhecimento da demora do Samu no local, qual era o procedimento, o que ele orientou a fazer ou se ele simplesmente continuou esperando o Samu. Ao que me parece, foi isso que aconteceu. Tem uma lei federal que diz que tem que ser garantido o imediato socorro da vida. E, ao meu ver, isso não foi garantido”, afirmou o ouvidor da PM, Mauro Caseri, ao Metrópoles.

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Durante a abordagem, a agente Yasmin Cursino Ferreira desceu da viatura e participou da briga
A policial Yasmin Cursino Ferreira apontou a arma para vítima
Policial militar perguntando para colega se ela tinha atirado contra mulher em abordagem
PM parada na rua após atirar em mulher em abordagem
Thawanna da Silva Salmázio agonizou por cerca de 30 minutos antes de ser socorrida
Abordagem começou após policiais baterem retrovisor no braço de home
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Abordagem começou após policiais baterem retrovisor no braço de home

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Durante a abordagem, a agente Yasmin Cursino Ferreira desceu da viatura e participou da briga
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Durante a abordagem, a agente Yasmin Cursino Ferreira desceu da viatura e participou da briga

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A policial Yasmin Cursino Ferreira apontou a arma para vítima
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A policial Yasmin Cursino Ferreira apontou a arma para vítima

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Policial militar perguntando para colega se ela tinha atirado contra mulher em abordagem
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Policial militar perguntando para colega se ela tinha atirado contra mulher em abordagem

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PM parada na rua após atirar em mulher em abordagem
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PM parada na rua após atirar em mulher em abordagem

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Thawanna da Silva Salmázio agonizou por cerca de 30 minutos antes de ser socorrida
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Thawanna da Silva Salmázio agonizou por cerca de 30 minutos antes de ser socorrida

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A policial militar Yasmin Cursino Ferreira foi afastada
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A policial militar Yasmin Cursino Ferreira foi afastada

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A policial Yasmin Cursino Ferreira teve a arma recolhida
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A policial Yasmin Cursino Ferreira teve a arma recolhida

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O ouvidor também chamou a atenção para uma resolução de 2013, da Secretaria da Segurança Pública (SSP), que orienta o policial a acionar o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) para solicitar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O órgão também deve oficiar a Ouvidoria da Prefeitura de São Paulo para entender se quem recebeu o chamado no Samu sabia que se tratava de um chamado para uma ocorrência com uma pessoa baleada.

O companheiro de Thawanna, Luciano Gonçalves dos Santos, prestou depoimento na Ouvidoria na segunda-feira (14/4) e reafirmou a mesma versão do que foi relatado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). De acordo com Mauro Caseri, outras duas testemunhas sustentaram que Thawanna não agrediu a PM Yasmin Cursino Ferreira, apenas que elas discutiam.

Luciano Santos também afirmou ao Metrópoles que os policiais não o deixaram socorrer Thawanna. “Eles falaram para mim a todo momento que se eu chegasse perto eu ia tomar tiro”, disse. Ele também contou que os dois estavam planejando se casar. Juntos há três anos, o casal esperava a emissão da segunda via da certidão de nascimento dela para oficializar a união.

A câmera corporal de um dos policiais militares envolvidos na abordagem mostra a dinâmica da ocorrência que acabou na morte de Thawanna. Após a ocorrência, a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o companheiro dela, por oferecer resistência, enquanto que a policial que atirou contra Thawanna constava como vítima.

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Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos
Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos
Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos
Objetos em chamas em avenida da zona leste de São Paulo
Caso Thawanna: IML confirma causa da morte de mulher baleada por policial
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Caso Thawanna: IML confirma causa da morte de mulher baleada por policial

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Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos
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Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos

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Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos
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Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos

Reprudção / Facebook @thawanna.salmazioo
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Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos

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Objetos em chamas em avenida da zona leste de São Paulo

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Protesto após morte

  • Moradores fizeram um protesto, no último dia 3/4, na Rua Alexandre Davidenko, em Cidade Tiradentes, após a morte de Thawanna.
  • Eles montaram uma barricada e atearam fogo em objetos.
  • O Corpo de Bombeiros foi acionado e equipes do Choque foram encaminhadas para o local.
  • Houve confronto entre os policiais e os manifestantes e uso de bombas de gás lacrimogêneo.
  • Também ocorreu uma tentativa de atear fogo em um ônibus.
  • Ninguém foi preso ou ficou ferido.
  • Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirmou que as imagens das câmeras corporais usadas pelos agentes serão analisadas.
  • Os policiais foram colocados em funções administrativas até o fim da investigação.
  • O caso foi registrado no 49º Distrito Policial (São Mateus) como resistência.

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