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São Paulo

Casa de idosos é interditada após morte suspeita em Mogi Guaçu

Autoridades investigam o local após idoso de 95 anos entrar em estado de desnutrição e ter pé necrosado por falta de cuidados

03/07/2026 18:47, atualizado 03/07/2026 19:35
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Reprodução
Lar de idosos é interditado após morte suspeita de idoso em Mogi Guaçu

Um lar para idosos foi interditado pela prefeitura no município de Mogi Guaçu, interior de São Paulo, nessa quinta-feira (2/7). O estabelecimento recebeu acusação de maus-tratos após a morte de um idoso de 95 anos, residente do local.

Em nota ao Metrópoles, a Prefeitura de Mogi Guaçu afirmou que a Vigilância Sanitária determinou a interdição da casa após constatar o descumprimento de exigências impostas desde janeiro de 2025. Na época, a instituição havia sido interditada parcialmente, ficando proibido de receber novos moradores, além de ter sido multada por funcionar sem as licenças obrigatórias.

O Lar de Idosos Maria Braga terá três dias para transferir todos os idosos acolhidos a outra casa de cuidados e pode apresentar recurso contra a decisão em até dez dias. A Secretaria Municipal de Assistência Social informou que dará suporte aos moradores que não tenham familiares para realizar o acolhimento.

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Família tentou retirar idoso

A morte do idoso, na última terça-feira (30/6) foi o que motivou as novas denúncias contra a instituição. Ao Metrópoles, Wellen Andresa Barros, neta da vítima, contou que o avô foi levado ao local para uma estadia temporária, enquanto um dos filhos se recuperava de problemas de saúde.

Segundo ela, a família percebeu que o idoso emagreceu após a entrada na clínica e passou a apresentar comportamento estranho durante as visitas, o que levantou desconfianças de que ele não estaria sendo alimentado e estaria com a medicação alterada. Os familiares decidiram retirar o idoso da residência antes do prazo inicialmente previsto, mas encontraram resistência da administração do local.

“Eles me disseram que, para fazer a retirada, o residente precisava ter 30 dias na casa, além do pagamento de uma multa equivalente a duas mensalidades, cerca de R$ 6 mil”, contou Wellen.

Quando o idoso foi finalmente levado pela família, ele estava desacordado e foi encaminhado diretamente ao Hospital Municipal Dr. Tabajara Ramos em estado de desnutrição e desidratação. Ela relata ainda que, durante a internação, os médicos identificaram feridas com sinais de necrose no pé e na região do quadril. O idoso morreu pouco tempo depois.

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O Lar de Idosos Maria Braga terá três dias para transferir todos os idosos acolhidos a outra casa de cuidados, e pode apresentar recurso contra a decisão em até dez dias
Médicos identificaram feridas com sinais de necrose no pé da vítima
A morte do idoso, na última terça-feira (30/6) foi o que motivou as novas denúncias contra a instituição
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A morte do idoso, na última terça-feira (30/6) foi o que motivou as novas denúncias contra a instituição

Cedida ao Metrópoles/Wellen Andresa
O Lar de Idosos Maria Braga terá três dias para transferir todos os idosos acolhidos a outra casa de cuidados, e pode apresentar recurso contra a decisão em até dez dias
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O Lar de Idosos Maria Braga terá três dias para transferir todos os idosos acolhidos a outra casa de cuidados, e pode apresentar recurso contra a decisão em até dez dias

Reprodução/Redes Sociais
Médicos identificaram feridas com sinais de necrose no pé da vítima
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Médicos identificaram feridas com sinais de necrose no pé da vítima

Cedida ao Metrópoles/Wellen Andresa

O que diz a clínica

O Metrópoles foi atendido pela clínica por meio do número comercial da instituição, mas a administração optou por não se posicionar sobre o ocorrido.

A reportagem também recebeu áudios de uma técnica de enfermagem, ex-funcionária do local, que afirmou que idosos eram dopados diariamente, recebiam agressões físicas de cuidadores e responsáveis administrativos, viviam em condições de sujeira e eram amarrados para “não dar trabalho”. Ela optou por não ser identificada. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar a denúncia de maus-tratos.