Morre idoso que foi dado como morto e se mexeu em funerária
Juraci Rosa Alves, de 88 anos, estava internado em Presidente Prudente. Em maio, uma médica declarou o óbito do idoso por engano

Juraci Rosa Alves, o idoso, de 88 anos, que foi dado como morto na Santa Casa de Presidente Bernardes, no interior de São Paulo, morreu nesta quarta-feira (17/6) em Presidente Prudente.
A morte foi confirmada ao Metrópoles pelo advogado da família de Juraci. O idoso estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Prudente. No início da semana, ele chegou a receber alta da UTI e foi encaminhado à enfermaria.
O corpo de Juraci Alves foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e aguarda liberação. Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento.
No dia 16 de maio, Juraci deu entrada na Santa Casa de Presidente Bernardes. Na unidade, a médica de plantão declarou o óbito do idoso em decorrência de insuficiência respiratória aguda e pneumonite por sólidos. Mas, o idoso ainda estava vido.
Na funerária, funcionários notaram que Juraci ainda apresentava sinais vitais, como movimentos corporais e respiratórios.
Ao Metrópoles, a enfermeira responsável pelo preparo do corpo, Jacqueline Brogiato, contou que nunca havia passado por algo parecido. “Depois que passa, que a gente respira, vemos que com certeza o susto é uma coisa inédita”, disse.
“A princípio, quando a gente percebeu que havia sinais vitais, a gente só pensou em salvar. Então, eu fiz o primeiro atendimento, tentando liberar as vias aéreas até o 192 chegar. E foi tudo muito rápido, quando chegou, veio o médico, que já começou o procedimento de sedar, entubar, para poder levar até a unidade de saúde”, acrescentou ela.
Juraci então foi levado à Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente, onde foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso havia sido registrado como omissão de socorro.
Depois do ocorrido, a médica que atestou o óbito por engano pediu licença do hospital. Na ocasião, a Santa Casa de Presidente Bernardes confirmou o pedido de afastamento da profissional e afirmou que “eventuais medidas disciplinares só poderão ser adotadas após a conclusão das apurações”.

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