“Susto”, diz enfermeira que notou respiração em idoso dado como morto
Jacqueline Brogiato foi acionada pelos agentes e constatou que o senhor estava vivo. Ela afirma que, no momento, “só pensaram em salvar”
atualizado
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Jacqueline Brogiato, enfermeira responsável pelo funeral do idoso de 88 anos que apresentou sinais vitais após ter sido dado como morto, em Presidente Bernardes, no interior de São Paulo, afirmou que o ocorrido foi algo inédito em sua carreira. “Depois que passa, que a gente respira, vemos que com certeza o susto é uma coisa inédita”, diz.
Tudo começou enquanto os agentes funerários realizavam um procedimento de rotina e notaram algo diferente na região abdominal do homem: movimentos de respiração. A enfermeira foi acionada e, ao examinar o paciente, constatou que ele estava vivo.
“A princípio, quando a gente percebeu que havia sinais vitais, a gente só pensou em salvar. Então, eu fiz o primeiro atendimento, tentando liberar as vias aéreas até o 192 chegar. E foi tudo muito rápido, quando chegou, veio o médico, que já começou o procedimento de sedar, intubar, para poder levar até a unidade de saúde” continua.
Jacqueline também relata que todos da equipe ficaram muito comovidos e agradece aos agentes funerários. Segundo ela, a percepção e sensibilidade deles durante o atendimento fez toda a diferença.
O senhor foi levado à Santa Casa de Misericórdia de Presidente Prudente, onde foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Entenda o caso
- O idoso de 88 anos dado como morto na Santa Casa de Presidente Bernardes, interior de São Paulo, apresentava sinais vitais, como movimentos corporais e respiratórios, durante o preparo do corpo na funerária
- A vítima havia sido socorrida ao hospital nesse sábado (16/5). No local, a médica de plantão declarou o óbito do paciente em decorrência de insuficiência respiratória aguda e pneumonite por sólidos
- Após a declaração de óbito, o corpo foi liberado e encaminhado para Presidente Prudente. Na funerária, funcionários perceberam que o idoso ainda respirava e se mexia
- A vítima foi então levada à Santa Casa do município, onde permaneceu internada em estado estável
- De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o episódio foi registrado como omissão de socorro
