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São Paulo

Carlinhos Cachoeira é preso pela PF no Aeroporto de Congonhas (SP)

Prisão preventiva de Cachoeira foi decretada pela Justiça de Goiás, em processo envolvendo os crimes de calúnia, injúria e difamação

13/05/2026 14:14, atualizado 13/05/2026 17:04
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Reprodução
Foto colorida de Carlinhos Cachoeira - Metrópoles

O empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira (foto em destaque), foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (13/5), no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Ele foi detido enquanto fazia a escala de um voo e encaminhado para o 27º Distrito Policial da capital, no Campo Belo.

O Metrópoles apurou que o mandado de prisão de Cachoeira, conhecido por ter sido preso há mais de uma década por exploração ilegal de jogos de azar, foi expedido pelo juiz Luciano Borges da Silva, da 8ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO).

Segundo a decisão do magistrado, do dia 7 de maio, a prisão preventiva decorre de um processo envolvendo os crimes de calúnia, injúria e difamação. Na tarde desta quarta, a defesa de Cachoeira conseguiu uma nova decisão cassando o mandado de prisão, e o empresário deixou a delegacia no carro de um advogado.

Em nota, Rysclift Bruno Sérgio Santos, que representa Cachoeira divulgou uma nota dizendo que ele teria sido preso porque não foi encontrado para uma citação judicial. “O processo estava indevidamente restrito com segredo de justiça, o que foi apontado pela defesa, que requereu a revogação da prisão cautelar determinada”, afirmou.

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Quem é Carlinhos Cachoeira

Carlinhos Cachoeira tem o nome envolvido em várias denúncias de fraudes e corrupção. Natural de Anápolis (GO), o contraventor ficou conhecido nacionalmente na Operação Monte Carlo, ao ser acusado de chefiar exploração ilegal de caça-níqueis.

A ação da PF, deflagrada em 2012, desmantelou o cartel de jogos de azar e o esquema de máquinas caça-níquel lideradas por Cachoeira em Goiás e no Distrito Federal. O bicheiro chegou a ser preso à época.

Naquele ano, o Congresso instaurou a CPI do Cachoeira, depois que as investigações da PF apontaram uma rede de corrupção envolvendo a exploração de jogos de azar infiltrada em governos, que envolveria parlamentares, policiais e empresas.