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São Paulo

Câmara de SP deve votar nesta 4ª projeto de privatização da Sabesp

Projeto de privatização da Sabesp será levado ao plenário da Câmara Municipal de SP nesta 4ª feira apenas 2 dias após 1ª audiência pública

17/04/2024 07:00
Cris Castello Branco/Governo do Estado de SP
Imagem colorida de fachada da Sabesp. Metrópoles

São Paulo — O projeto de lei que trata da adesão da capital paulista à privatização da Sabesp, a companhia estadual de saneamento básico, deve ser votado em primeiro turno nesta quarta-feira (17/4) pela Câmara Municipal, apenas dois dias depois da primeira audiência pública sobre o tema.

A decisão foi anunciada nessa terça-feira (16/4) pelo presidente da Câmara, vereador Milton Leite (União), em reunião do Colégio de Líderes. Em seguida, o projeto foi aprovado no congresso de comissões, que unifica as comissões temáticas da Casa para acelerar a tramitação das propostas.

O projeto precisa da maioria simples para ser aprovado, ou seja, votos favoráveis de ao menos 28 dos 55 vereadores, em duas votações. A adesão da capital paulista é importante para que o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) consiga viabilizar a privatização da Sabesp, já que a cidade é responsável por quase 45% do faturamento da empresa.

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A privatização da Sabesp já foi aprovada pela Assembleia Legislativa (Alesp) em dezembro do ano passado, mas é preciso que os vereadores aprovem um novo contrato da Prefeitura com a estatal para dar sequência ao processo.

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Apesar da oposição de partidos como PT e PSol, que entrou na Justiça contra a privatização da companhia responsável pelo abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto na maioria dos municípios do estado de São Paulo, o PL deve ser aprovado na Câmara.

Milton Leite afirmou que, independente do resultado obtido nesta quarta, o projeto seguirá para as audiências públicas a fim de aprimorar o texto até a votação em segundo turno, que deve ocorrer na primeira semana de maio. Até a data, estão previstas mais seis audiências públicas.

O presidente da Câmara disse ainda que vai “garantir amplo debate para que todos possam defender as suas posições, de ambos os lados”.

A meta do governo Tarcísio de Freitas é realizar a oferta de ações da companhia ainda em 2024 e, por isso, busca autorização das câmaras municipais nas principais cidades onde a Sabesp atua.

Se a privatização for aprovada, o governo do Estado deixará de ser o acionista majoritário da companhia — atualmente, detém 50,3% das ações — e passaria a ter uma porcentagem menor, entre 15% e 30%.

Além da capital paulista, a Sabesp opera em 375 municípios do Estado e atende cerca de 29 milhões de clientes. O governo Tarcísio diz que buscar um acionista de referência para as novas ações que serão vendidas no mercado.

Com a privatização, a Sabesp terá a obrigação de investir R$ 68 bilhões até 2029 para antecipar as metas de universalização dos serviços de saneamento em São Paulo. Os investimentos estipulados têm como objetivo o atendimento ao Novo Marco Legal do Saneamento, que estabelece as condições para que, no mínimo, 99% da população tenha acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto.