Show do BTS: MPSP quer que Ticketmaster explique taxa sobre ingressos

Empresa tem 15 dias para prestar esclarecimentos sobre cobrança de taxa de 20% sobre os convites para shows do grupo coreano em SP

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida do grupo de K-pop BTS - Foto: Songzio/Divulgação

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu explicações à Ticketmaster sobre a cobrança de taxa de serviço de 20% sobre o valor dos ingressos para os shows do grupo de K-pop BTS na capital paulista. A decisão acontece após uma representação feita pelo deputado estadual Guilherme Cortez (Psol).

No despacho, assinado em 9 de abril, o promotor Donisete Tavares Moraes Oliveira destaca que a taxa aplicada é a mesma, independentemente do valor do ingresso — o que poderia gerar cobrança desproporcional. Como argumento, ele cita, por exemplo, que há cinco tipos de convites ofertados para as apresentações, nas modalidades de meia-entrada ou inteira, com preços que variam entre R$ 340 e R$ 4.303.

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O show de retorno do BTS ocorreu na  Praça Gwanghwamun, em frente ao histórico palácio Gyeongbokgung em Seul, na Coreia do Sul
BTS em sua performance da música Idol em 2020, em frente ao histórico palácio Gyeongbokgung em Seul, Coreia do Sul
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O show de retorno do BTS ocorreu na Praça Gwanghwamun, em frente ao histórico palácio Gyeongbokgung em Seul, na Coreia do Sul

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Diante dos fatos, a Promotoria deu um prazo de 15 dias para que a Ticketmaster explique:

  • Quais são os custos operacionais existentes e serviços efetivamente prestados para vendas de ingressos online.
  • O motivo pelo qual é feita cobrança em percentual fixo de 20% de todos os ingressos e pacotes vendidos para o evento “show do grupo BTS”.
  • Quantos ingressos foram colocados à venda por meio eletrônico e quantos foram colocados à venda em bilheterias.
  • Número total de ingressos disponibilizados à venda por dia de evento.
  • Outros esclarecimentos pertinentes ao tema, inclusive a variação da taxa cobrada em relação a cada evento.

O MPSP também quer entender por que a empresa adota tal modelo de cobrança, e não um valor único fixado, nos moldes da chamada “taxa de administração”, que é estipulada em R$ 21,74, independentemente do evento ou da modalidade do ingresso adquirido.

Além disso, o promotor aponta que a taxa de serviço cobrada pela empresa varia entre 10% e 20% a depender do evento, ainda que a prestação de serviço seja a mesma.

Os shows do BTS em São Paulo acontecem nos dias 28, 30 e 31 de outubro, no estádio MorumBIS. Os ingressos para as três datas já estão esgotados.

O que diz a Ticketmaster Brasil

Em nota, a Ticketmaster Brasil confirmou que recebeu a notificação do Ministério Público de São Paulo. Também reiterou que “a taxa de serviço é uma cobrança legal, relacionada aos custos operacionais da venda de ingressos, incluindo infraestrutura tecnológica, segurança, medidas antifraude, gestão de alta demanda e controle de acesso aos eventos. Parte relevante desses custos — como o processamento de pagamentos e a infraestrutura sob demanda, como data centers — varia conforme o valor ou o volume das transações, razão pela qual a taxa é aplicada como um percentual sobre o valor do ingresso, em linha com a prática padrão de mercado”.

Por fim, a empresa afirmou que os três dias de vendas nas bilheterias para o show do BTS foram acompanhados pelo Procon-SP, “que não identificou nenhuma irregularidade”.

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