Fãs do BTS protestam em São Paulo contra regra para compra de ingresso

Pré-reserva estava marcada para esta segunda-feira (6/4) para membros do membros do “B-Armys”, como são chamados os fãs

atualizado

metropoles.com

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Reprodução/Redes Sociais
Fãs do BTS fazem protesto no Shopping Ibirapuera, em São Paulo, contra pré-reserva online para compra de ingressos
1 de 1 Fãs do BTS fazem protesto no Shopping Ibirapuera, em São Paulo, contra pré-reserva online para compra de ingressos - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Fãs do grupo coreano BTS realizaram um protesto após a Ticketmaster Brasil, responsável pela venda de ingressos da “BTS World Tour”, anunciar que agora é obrigatório fazer uma pré-reserva on-line para compras de convites na bilheteria física. A pré-reserva estava marcada para a tarde desta segunda-feira (6/4) para membros do membros do “B-Armys”, como são chamados os fãs.

Os fãs se reuniram em frente à loja oficial da plataforma no Shopping Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, no domingo (5/4), com cartazes e pedindo a anulação da nova regra.

No sábado (4/4), a Ticketmaster comunicou pelas redes sociais que seria necessário que os fãs fizessem a pré-reserva no site um dia antes da abertura das vendas presenciais. Segundo a empresa, o dispositivo serve para “inibir práticas de cambismo” e “garantir a fluidez” do atendimento físico.

Aqueles que não conseguissem concluir o cadastro não seriam atendidos na bilheteria. O cadastro é válido para os shows dos dias 28 e 30 de outubro deste ano.

Na terça-feira (7/4), também à tarde, acontece a pré-reserva para a apresentação do dia 31 de outubro, ainda para membros do fã-clube. Somente no dia 9 de abril é que o cadastro será aberto para o público geral, desta vez, para qualquer um dos shows. Já as vendas presenciais acontecem no dia seguinte a cada data.

Apesar do que diz a Ticketmaster, os fãs do BTS acusam a prática de favorecer cambistas. “Essa prática é injusta, nada inclusiva e só favorece cambistas! Chegou a hora de nos unirmos e fazermos barulho!”, declarou uma usuária do X.

Ao Metrópoles, o advogado Mário Henrique Martins, especialista em direitos difusos e coletivos, explica que o próprio Código de Defesa do Consumidor pode ser ambíguo quanto à exigência.

“Existem pessoas que passam dias na fila [para comprar ingressos]. Essas pessoas podem ser crianças ou adolescentes e isso pode levar a uma eventual violação do Estatuto da Criança e do Adolescente e a uma responsabilização da empresa. Então, eu entendo que isso é uma forma da empresa se proteger, não gerar nenhum tipo de desgaste a ela mesma ou a terceiros”, diz o advogado.

Segundo o advogado, a prática não constitui ilegalidade, mas consumidores que se sentirem individualmente lesados podem ajuizar uma ação para tentar obter medida judicial que restrinja o pré-cadastro.

Em nota, o Procon-SP afirmou que a pré-reserva on-line para atendimento em bilheterias físicas não configura, por si só, prática abusiva. “Sob o prisma da proteção à saúde e segurança (artigo 6º, Inciso I do Código de Defesa do Consumidor), o agendamento prévio visa mitigar os riscos inerentes a aglomerações e filas prolongadas em logradouros públicos”, destacou o órgão.

“Ao organizar o fluxo de consumidores, o fornecedor cumpre seu dever de garantir um ambiente de consumo seguro, prevenindo incidentes e preservando a dignidade e a integridade física dos cidadãos”, adicionou.

O Metrópoles não conseguiu contato com a Ticketmaster Brasil. O espaço segue aberto para manifestações.

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