Bombril retoma atividades em fábrica onde 3 funcionários foram mortos
Operação estava paralisada desde sábado (1°/8), quando um homem levou canivetes para o trabalho e esfaqueou três colegas

Nesta segunda-feira (3/8), a Bombril retomou as atividades na fábrica onde três funcionários foram assassinados por um colega de trabalho no sábado (1°/8), em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
A operação estava paralisada desde quando Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, levou dois canivetes para o trabalho e esfaqueou três colegas. Todos os envolvidos eram funcionários da TPC, empresa terceirizada contratada pela Bombril.
Segundo a Bombril, a retomada nesta segunda conta com 18 psicólogos e assistentes sociais para acolher os empregados. Os profissionais vão se dividir entre os três turnos de operação durante o dia.
Em nota, a empresa reforçou que mantém ativo um canal de ética, por meio do qual todos os funcionários (próprios ou terceirizados) podem denunciar casos de bullying, assédio e “outras discordantes das boas práticas preconizadas pela companhia”. No canal, não havia denúncia contra nenhum dos envolvidos no episódio de sábado.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPPerseguição pelas escadas
O ataque ocorreu pouco antes das 6h, quando funcionários aguardavam o início do turno. Uma testemunha viu Claudio se aproximar de Douglas de Souza Vieira e, inicialmente, pensou que os dois trocavam socos.
Ao perceber que Claudio carregava faca e que ele começou a sangrar, Douglas tentou escapar. Ele desceu correndo uma escada, mas caiu antes de alcançar um local seguro, Claudio o alcançou e continuou golpeando-o “por um bom tempo”, conforme um dos relatos.
Outro funcionário afirmou ter visto Douglas no momento em que foi golpeado pelas costas. Mesmo depois da queda da vítima, o agressor prosseguiu com os golpes e ainda chutou a cabeça do colega.
O supervisor Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, tentou interromper a violência. Ele jogou uma cadeira contra Claudio e ordenou que o agressor parasse, mas acabou atingido no lado esquerdo do peito.
O conferente José Guilherme Victoriano de Moura , de 54 anos, também foi morto. Policiais militares encontraram o corpo dele próximo a um banheiro, a 10 metros de Edvaldo.

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Ver todasApós os assassinatos, Claudio permaneceu sentado, ainda segurando uma faca. Ele se recusou a entregar a arma aos funcionários e afirmou que só faria isso à polícia. Quando os agentes chegaram, ele jogou a arma no chão e se rendeu.
Após ser levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, Claudio se matou na carceragem.
Procurada pelo Metrópoles, a TPC assumiu toda a responsabilidade pelo ocorrido e prestou solidariedade aos familiares das vítimas. A empresa afirmou que iniciou a apuração das circunstâncias do ocorrido e está colaborando com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos.




















