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São Paulo

Bebida vendida em bar tinha até 45% de metanol. Dois clientes morreram

Perícia mostrou que oito das nove garrafas apreendidas no Torres Bar, na zona leste de São Paulo, possuíam metanol

10/10/2025 13:48, atualizado 10/10/2025 15:21
William Cardoso/Metrópoles
Imagem colorida mostra bar fechado no bairro da Mooca, zona leste de São Paulo - Metrópoles

Uma das garrafas de bebida alcoólica do Torres Bar, na zona leste de São Paulo, onde dois clientes beberam e depois faleceram por intoxicação de metanol, possuía 45,1% de presença da substância, informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

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Marcos Antônio Jorge Junior tinha 46 anos quando foi vítima da intoxicação por metanol. Ele fazia parte do grupo de amigos de Ricardo e também consumiu bebida contaminada no mesmo bar que o amigo
Empresário era bebedor contumaz, segundo familiar
Ricardo Mira foi a primeira vítima do metanol confirmada em São Paulo e no Brasil. Ele era empresário e consumiu a bebida contaminada por metanol na Mooca
Marcos Antônio foi a segunda vítima confirmada em casos relacionados ao metanol
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Marcos Antônio foi a segunda vítima confirmada em casos relacionados ao metanol

Reprodução/ Redes Sociais
Marcos Antônio Jorge Junior tinha 46 anos quando foi vítima da intoxicação por metanol. Ele fazia parte do grupo de amigos de Ricardo e também consumiu bebida contaminada no mesmo bar que o amigo
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Marcos Antônio Jorge Junior tinha 46 anos quando foi vítima da intoxicação por metanol. Ele fazia parte do grupo de amigos de Ricardo e também consumiu bebida contaminada no mesmo bar que o amigo

Reprodução/ Redes Sociais
Empresário era bebedor contumaz, segundo familiar
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Empresário era bebedor contumaz, segundo familiar

Reprodução/Facebook
Ricardo Mira foi a primeira vítima do metanol confirmada em São Paulo e no Brasil. Ele era empresário e consumiu a bebida contaminada por metanol na Mooca
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Ricardo Mira foi a primeira vítima do metanol confirmada em São Paulo e no Brasil. Ele era empresário e consumiu a bebida contaminada por metanol na Mooca

Reprodução/Facebook

No local, foram apreendidas nove garrafas, e em oito delas foi detectada a presença de metanol, com percentual mínimo de 14,6%. Em depoimento, o dono do bar confessou que havia comprado as garrafas de uma distribuidora não autorizada.

De acordo com a polícia, essa empresa utilizava etanol de postos de combustíveis na fabricação irregular das bebidas. O etanol, por sua vez, estaria misturado com metanol. A fábrica, então, distribuía bebidas adulteradas a outros estabelecimentos comerciais.

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Dois clientes do bar morreram

  • O empresário Ricardo Lopes Mira, de 54 anos, era cliente do Torres Bar, na Mooca, e consumiu vodca no local.
  • Ele morreu em 16 de setembro, após quatro dias internado no Hospital Villa Lobos.
  • Marcos Antônio Jorge Junior, de 46 anos, também consumiu bebida alcoólica no estabelecimento.
  • Ele morreu na última quinta-feira (2/10).

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Atualmente, há dois casos em investigação por suspeita de intoxicação com metanol no estado de São Paulo
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Desde o surgimento dos primeiros episódios de contaminação por metanol, dezenas de pessoas foram presas por envolvimento na falsificação e adulteração de bebidas, segundo a Polícia Civil de SP
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Operação policial contra bebidas adulteradas
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Bar na Mooca fechado
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Bar na Mooca fechado

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Fábrica clandestina é fechada

A Polícia Civil fechou, na manhã desta sexta-feira (10/10), a fábrica clandestina que usava etanol comprado em postos de combustíveis para produzir bebidas falsificadas em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

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A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo, São Bernardo do Campo e São Caetano. Ao todo, oito suspeitos foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos. Garrafas, bebidas, celulares e outros itens foram apreendidos e encaminhados para perícia.

“A Polícia Civil segue com as investigações para apurar o envolvimento dos suspeitos e a origem dos produtos apreendidos”, disse a SSP.