Alagamento fecha banheiro de marquise de R$ 87 milhões no Ibirapuera. Veja vídeo

Nova Marquise do Ibirapuera, inaugurada no sábado (24/1), alagou três dias após a inauguração, o que fechou os banheiros do local

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Alagamento fecha banheiro Ibirapuera - Metrópoles
1 de 1 Alagamento fecha banheiro Ibirapuera - Metrópoles - Foto: William Cardoso/Metrópoles

O alagamento que atingiu a nova Marquise do Parque Ibirapuera nessa terça-feira (27/1), apenas três dias após a inauguração do espaço, causou o fechamento dos banheiros do local. A obra custou quase R$ 87 milhões aos cofres públicos.

O Metrópoles esteve presente no parque nesta quarta-feira (28/1) e identificou os banheiros fechados, como resultado das fortes chuvas que atingiram a capital paulista.

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Marquise levou 6 anos para ser inaugurada e custou quase R$ 87 milhões aos cofres públicos
Banheiros de nova Marquise do Parque Ibirapuera foram fechados após alagamento que atingiu o local nessa terça (27/1)
Banheiros de nova Marquise do Parque Ibirapuera estão fechados nesta quarta (28/1)
Banheiros de nova Marquise do Parque Ibirapuera estão fechados nesta quarta (28/1)
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Banheiros de nova Marquise do Parque Ibirapuera estão fechados nesta quarta (28/1)

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Marquise levou 6 anos para ser inaugurada e custou quase R$ 87 milhões aos cofres públicos

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Banheiros de nova Marquise do Parque Ibirapuera estão fechados nesta quarta (28/1)

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O Metrópoles procurou a Urbia para comentar o fechamento dos banheiros. A concessionária, em nota, disse que não há problema na obra ou na estrutura da Marquise, que suportou a chuva extrema desta terça (27), com volume de cerca de 30 mm em uma hora, apresentando ótimo desempenho.

“A água que atingiu o interior do espaço não teve origem exclusivamente da laje do equipamento, mas sim das áreas externas, em razão da sobrecarga do sistema público de drenagem. A Urbia realizou a limpeza das instalações no mesmo dia e está mapeando a rede pública de drenagem, em conjunto com os órgãos competentes, avaliando possíveis intervenções.”

A Prefeitura de São Paulo também enviou nota. No texto, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) informa que o funcionamento da Marquise do Parque Ibirapuera segue normalmente, sem qualquer previsão de fechamento do espaço.

“O acúmulo de água registrado em alguns pontos do equipamento nesta terça-feira (27) não está relacionado às obras de requalificação, mas à forte intensidade das chuvas uma vez que a Marquise está localizada em uma área mais baixa do parque, que recebe grande parte do escoamento das águas.”

Conforme o comunicado, a pasta fiscaliza as manutenções em andamento pela concessionária, que também realiza estudos técnicos com especialistas com o objetivo de aprimorar as soluções de drenagem do parque e evitar novos alagamentos, garantindo a segurança, a conservação do espaço e o pleno uso da Marquise pela população.

Marquise é entregue após quase 6 anos interditada

A Marquise do Parque Ibirapuera foi entregue neste sábado (24/1), após quase seis anos fechada e uma obra que consumiu quase R$ 87 milhões aos cofres públicos.

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) participou da reinauguração. Cercado de apoiadores, ele defendeu o gasto e as novas regras de uso do espaço, bem como voltou a apoiar a concessão.

Durante a inauguração, o prefeito trotou por alguns metros sob a Marquise. Na sequência, a pedidos, subiu em um skate e andou por alguns segundos.

Na concessão à Urbia em 2019, a prefeitura não previu a necessidade de reforma da Marquise, muito embora já estivesse parcialmente fechada e oferecendo risco aos frequentadores. A interdição total veio somente em 2020 e a reforma do espaço de 27 mil metros quadrados coube à administração municipal, com repasse do dinheiro público à própria concessionária para conduzir a obra. A Urbia poderá também explorar o local.

Antes da interdição determinada há quase seis anos, a Marquise já havia passado por uma reforma, entre 2010 e 2012. Em 2017, entretanto, parte do concreto cedeu e quase atingiu frequentadores.

O Parque Ibirapuera foi inaugurado em homenagem ao Quarto Centenário de São Paulo, em 1954, e a Marquise é um dos seus principais símbolos. O local foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e é tombado.

“Respeito ao contrato”

Ao lado do presidente da Urbia, Roberto Capobianco, Nunes defendeu a concessão. Questionado pelo Metrópoles, o político não demonstrou interesse em rever pontos do contrato, que é visto por críticos como extremamente favorável à concessionária.

“Uma questão fundamental é que tenha segurança jurídica. Existe toda uma questão legal, contratual, quando faz a concessão. O primeiro passo é o respeito ao contrato”, disse.

“E respeitando o contrato já vai ter um grande avanço, porque é um contrato muito bem elaborado, passando pela Câmara, audiência pública, passou pelos órgãos de controle, muitas instâncias antes de se chegar ao documento final que garante o interesse público e a efetividade da concessão”, disse.

Nunes afirmou que o importante é a fiscalização do contrato. “Obviamente, a gente tem que ter diálogos e conversas para melhorar, mas o básico, o fundamental, é que a administração, a fiscalização pela SP Regula, esteja sempre atenta ao cumprimento das cláusulas contratuais”, afirmou.

Anteriormente, durante seu discurso, o prefeito já havia elogiado a forma como tem sido conduzida a gestão do parque pela Urbia, sempre se escudando em uma pesquisa de satisfação contratada pela própria concessionária que aponta nota 9,1 (em escala de 0 a 10) dada pelos usuários. “A gente entende que está no caminho certo”, disse.

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Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, no Parque Ibirapuera
Ricardo Nunes
Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, no Parque Ibirapuera, com skatista
Roberto Capobianco, presidente da Urbia
Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo
O presidente da Urbia, Roberto Capobianco, atrás do prefeito Ricardo Nunes (MDB), no Ibirapuera
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O presidente da Urbia, Roberto Capobianco, atrás do prefeito Ricardo Nunes (MDB), no Ibirapuera

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Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, no Parque Ibirapuera
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Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, no Parque Ibirapuera, com skatista

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Roberto Capobianco, presidente da Urbia
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Roberto Capobianco, presidente da Urbia

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Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo
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Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo

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Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo

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Ricardo Nunes andando de skate no Ibirapuera
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Ricardo Nunes andando de skate no Ibirapuera

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Uso da Marquise

A divulgação de que a Marquise seria finalmente liberada foi acompanhada da informação de que seria vetado seu uso por skatistas, patinadores e ciclistas. Posteriormente, a prefeitura recuou e decidiu liberar parte do espaço (13% do local) para a prática desses esportes, mediante uma regulamentação de área pré-determinada, entre outros.

Durante a inauguração, Nunes disse que o veto a skatistas, patinadores e ciclistas ocorreu por decreto da gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), em 2003. O prefeito acrescentou, entretanto, que na conversa com a concessionária e conselho gestor, houve “bom senso” na definição de regras para o uso compartilhado. “Um trabalho muito bacana de diálogo para uma utilização muito harmônica e democrática, com essa organização”.

Segundo Nunes, haveria melhorias na sinalização e orientação sobre o uso do espaço, com equipes da prefeitura e concessionária.

Sem orientação

Logo após a inauguração realizada por Nunes, os frequentadores da Marquise estavam confusos a respeito das regras de utilização e nem mesmo colaboradores da Urbia sabiam dar orientação sobre como proceder no local.

Os espaços que compõem os 13% destinados a bicicletas pequenas, patins e skates foram completamente ignorados.

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Marquise do Ibirapuera, no dia da reabertura
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Bicicletas com aro superior ao 16 (para crianças) e até patinetes elétricos circulavam livremente sob a Marquise. Os espaços delimitados para cada uma das atividades também foram ignorados e ninguém sabia explicar para os frequentadores o que podia ou não.

A advogada Monica Rodrigues, de 37 anos, estava com skate e diz que a organização do espaço é positiva, mas que nem vigilantes tinham as informações necessárias.

“É válida para preservar a segurança das crianças, de quem está aprendendo, mas não está muito claro. Inclusive, a gente acabou de chegar e fui perguntar para o segurança se era da fita para dentro ou da fita para fora [linha de demarcação], mas ele disse que era o primeiro dia dele e que também não sabia.”

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