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Marquise do Ibirapuera alaga três dias após reinauguração

Obra de R$ 87 milhões, Marquise do Ibirapuera havia sido reinaugurada no sábado.

atualizado

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A Marquise do Ibirapuera alagou nesta terça-feira (27/01), exatos três dias depois de ser reinaugurada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) em obra que custou mais de R$ 87 milhões à prefeitura de São Paulo. Imagens mostram água entrando inclusive nos banheiros recém-inaugurados, tratados como xodós pela Urbia, a concessionária do Parque do Ibirapuera.

A estrutura, projetada pelos arquitetos Oscar Niemeyer, Hélio Uchoa Cavalcanti, Eduardo Kneese de Mello e Zenon Lotufo, tem 27 mil m² e serve como conexão entre os pavilhões do parque. Inaugurada em 1954, tem um histórico de servir como espaço cultural e esportivo.

Em evento para jornalistas na quarta-feira passada, a Urbia apontou que acreditava que a Marquise voltaria a servir como importante abrigo para os frequentadores do parque durante chuvas.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), foram registrados ao menos 16 pontos de alagamento na cidade, sendo que 15 pontos continuavam ativos até as 18h. Seis vias ficaram intransitáveis. A capital paulista também registrou 30 chamados para quedas de árvores, segundo informações do Corpo de Bombeiros. Não há informações sobre feridos.

Mais cedo nesta terça-feira, o CGE colocou a cidade em estado de atenção para alagamentos devido às fortes chuvas. Segundo o órgão da prefeitura, o temporal atingiu as zonas sul, oeste, leste e centro, nas subprefeituras de M’Boi Mirim, Campo Limpo, Capela do Socorro, Butantã, Pinheiros, Sé e Guaianases, principalmente.

Em nota, a prefeitura disse que o “acúmulo de água registrado em alguns pontos do equipamento” não está relacionado às obras de requalificação, mas à forte intensidade das chuvas uma vez que a Marquise está localizada em uma área mais baixa do parque, que recebe grande parte do escoamento das águas.

“A Secretaria segue acompanhando e fiscalizando as manutenções em andamento pela Concessionária, que também realiza estudos técnicos com especialistas com o objetivo de aprimorar as soluções de drenagem do parque e evitar novos alagamentos, garantindo a segurança, a conservação do espaço e o pleno uso da Marquise pela população”, afirmou a gestão Nunes.

Já a Urbia, que foi contratada pela prefeitura para realizar a obra, disse que a reforma teve “ótimo desempenho”. “Não há problema na obra ou na estrutura da Marquise, que suportou a chuva extrema desta terça (27), com volume de cerca de 30 mm em uma hora, apresentando ótimo desempenho”.

“A água que atingiu o interior do espaço não teve origem da laje do equipamento, mas sim das áreas externas, em razão da sobrecarga do sistema público de drenagem. A Urbia realizou a limpeza das instalações no mesmo dia e está mapeando a rede pública de drenagem, em conjunto com os órgãos competentes, avaliando possíveis intervenções”, destacou.

 

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