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São Paulo

Bala que matou PM no Guarujá atingiu área tatuada: "Armas de fogo não alcançarão"

PM Patrick Bastos Reis foi morto com um tiro no tórax, onde havia uma tatuagem com trecho da Oração de São Jorge

10/08/2023 17:05, atualizado 10/08/2023 18:16
Reprodução/Metrópoles
Montagem com duas fotos do PM Patrick Bastos Reis. Na primeira, à esquerda, ele está com a farda da PM. Na segunda, à direita, ele está de camiseta regata preta e tatuagens à mostra - Metrópoles

São Paulo – A bala de calibre 9 milímetros que matou o policial militar Patrick Bastos Reis, de 30 anos, entrou pelo ombro esquerdo, atingiu os dois pulmões e a aorta e perfurou o seu tórax. Nessa área do corpo, o PM havia tatuado a seguinte oração: “Armas de fogo o meu corpo não alcançarão. Facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar”.

A descrição do trajeto do tiro consta no laudo necroscópico de Patrick. Segundo o médico legista Vinicius Cunha Venditt, que assina o documento, o PM das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) morreu de “hemorragia interna aguda traumática”. As informações do laudo foram divulgadas pelo UOL e confirmadas pelo Metrópoles.

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Na descrição do cadáver, o médico também listou as características físicas do policial da Rota e descreveu suas tatuagens. Além do trecho da Oração de São Jorge, Patrick havia tatuado “only the strongest will survive” (“só os mais fortes sobrevivem”, em tradução livre), na clavícula direita, e “together forever” (“juntos para sempre”), na clavícula esquerda.

O policial também tinha tatuado um nome masculino, o número “195762”, linhas irregulares, ideograma oriental, desenhos tribais e a inscrição “mens sana in corpore INSANO”, que se traduz em “mente são, corpo ‘insano’”, variação que faz referência a uma citação clássica em latim.

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Soldado da PM Patrick Bastos Reis, morto com um tiro no tórax no Gaurujá (SP)
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Laudo necroscópico do PM Patrick Bastos Reis, da Rota
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Laudo necroscópico do PM Patrick Bastos Reis, da Rota

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Soldado da PM Patrick Bastos Reis, morto com um tiro no tórax no Gaurujá (SP)
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Soldado da PM Patrick Bastos Reis, morto com um tiro no tórax no Gaurujá (SP)

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Denunciados por participação na morte de PM da Rota no Guarujá: Erickson David da Silva, Kauã Jazon da Silva e Marco Antonio, o Mazzaropi

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Assassinato

Patrick foi morto durante uma ação na biqueira da Seringueira, no Guarujá, no litoral paulista, no dia 27 de julho. Na ocasião, uma viatura da Rota foi recebida a tiros ao manobrar nas proximidades da boca de fumo.

Para a Polícia Civil, o autor do tiro que matou o policial é Erickson David da Silva, o Deivinho, de 28 anos, que atuaria como “segurança” da boca de fumo. Apesar de admitir estar no local na hora do crime, ele nega que tenha apertado o gatilho.

Marco Antônio de Assis Silva, 26, o “Mazaropi”, e Kauã Jazon da Silva, 20, que é irmão de Deivinho, também foram indiciados. Segundo a investigação, eles “dividiam as funções e nada fizeram para conter a ação de Deivinho”.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) acatou a versão policial e ofereceu denúncia contra os três homens na segunda-feira (7/9). Entretanto, a promotoria pediu uma série de diligências, como a realização de confronto balístico.

O MPSP mandou, ainda, a polícia fazer perícia no local para descrever “de onde os tiros foram disparados, posição dos suspeitos, posição da viatura, visibilidade dos envolvidos”.

A juíza Denise Gomes Bezerra Mota, da 1ª Vara Criminal do Guarujá, considerou que havia indícios de autoria, aceitou a denúncia do MPSP e concordou em manter os três acusados presos preventivamente.

“A estreita ligação dos réus com a criminalidade evidenciam a periculosidade real que coloca em risco a ordem pública”, escreveu a magistrada. “Restou demonstrada nos autos a existência de uma associação armada que atuava na biqueira da Silveira, voltada para a prática dos crimes de tráfico de drogas”.