Ato contra feminicídio tem mais adesão do que ato pró-Bolsonaro em SP

Organizado pelo Movimento Mulheres Vivas, o protesto levou 9,2 mil pessoas à Paulista, superando o público de 1,4 mil no ato pró-Bolsonaro

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1 de 1 Organizado pelo Movimento Mulheres Vivas, o protesto levou 9,2 mil pessoas à Paulista, superando o público de 1,4 mil no ato pró-Bolsonaro - Metrópoles - Foto: Reprodução – Monitor do Debate Político

Cerca de 9,2 mil pessoas participaram do ato contra o feminicídio na tarde deste domingo (7/12), na Avenida Paulista, em São Paulo. O número superou com folga, segundo o Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common, a adesão registrada no ato bolsonarista realizado no mesmo dia e na mesma avenida, que reuniu cerca de 1,4 mil pessoas.

Ato contra o feminicídio na Avenida Paulista

O protesto contra o feminicídio, organizado pelo Movimento Nacional Mulheres Vivas, bloqueou os dois sentidos da Avenida Paulista em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP) por volta das 14h, reunindo mais de 9 mil pessoas.

O protesto Mulheres Vivas, contou com aproximadamente 9,2 mil pessoas, segundo levantamento do Monitor do Debate Político e da ONG More in Common. A contagem foi feita a partir de fotos aéreas tiradas em três horários distintos (14h30, 15h45 e 16h), totalizando 12 imagens, sendo que 4 fotos do momento de pico às 15h45 foram selecionadas para análise. Com margem de erro de 12%, o público no pico do ato variou entre 8,1 mil e 10,3 mil participantes.

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Ato na Paulista contra feminicídio
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Ato Mulheres Vivas na Avenida Paulista
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Organizado pelo Movimento Mulheres Vivas, o protesto levou 9,2 mil pessoas à Paulista, superando o público de 1,4 mil no ato pró-Bolsonaro

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Mulheres levam faixas pedindo o fim do feminicídio
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Mulheres levam faixas pedindo o fim do feminicídio

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Organização afirma que o movimento ocorreu em pelo menos 20 estados e no DF
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Organização afirma que o movimento ocorreu em pelo menos 20 estados e no DF

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No caso mais recente no DF, Maria de Lourdes, de 25 anos, foi morta pelo soldado Kelvin Barros da Silva
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No caso mais recente no DF, Maria de Lourdes, de 25 anos, foi morta pelo soldado Kelvin Barros da Silva

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Participantes vestiram roxo e levaram cruzes pintadas de vermelho
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Participantes vestiram roxo e levaram cruzes pintadas de vermelho

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Mulher com a palma da mão aberta, pintada em vermelho
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Mulher com a palma da mão aberta, pintada em vermelho

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Ato na Paulista contra feminicídio

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O ato ocorre em meio aos casos que chocaram o país nos últimos dias. Em 30 de novembro, Tainara Souza Santos, de 30 anos, teve as duas pernas amputadas após ser arrastada por um carro por mais de 1 km pelo ex-companheiro. Um dia depois, na zona norte, uma mulher de 38 anos foi baleada seis vezes por um ex-namorado dentro de uma pastelaria.

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), somente na capital paulista, 53 feminicídios foram registrados entre janeiro e outubro de 2025, o maior índice desde o início da série histórica, em 2015. No estado, foram 207 casos, representando um aumento de 8% em relação ao mesmo período de 2024.

Apesar de multidão no protesto feminino, vice-prefeito diz que foco é anistia a Bolsonaro

Poucos metros adiante, ocorreu o ato pró-Bolsonaro, que defendeu anistia ao ex-presidente e fez críticas ao Projeto de Lei da Anistia e à Proposta de Emenda à Constituição da Blindagem, em tramitação no Congresso. Vestidos de verde e amarelo, muitos com bandeiras do Brasil, os manifestantes entoaram palavras de ordem pedindo a liberdade de Jair Bolsonaro.

O ato “Caminhada pela liberdade e anistia”, reuniu cerca de 1,4 mil pessoas. As fotos aéreas foram tiradas em dois horários (13h40 e 15h08), totalizando 4 imagens, sendo selecionadas 2 fotos do pico às 15h08 para a contagem. Com a mesma margem de erro de 12%, o público estimado variou entre 1,2 mil e 1,5 mil participantes.

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Ato na Paulista pró-Bolsonaro
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Durante o ato pró-Bolsonaro, o vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo (PL), afirmou que, embora os feminicídios sejam um tema relevante, “a pauta do dia é a anistia”. Mello Araújo ainda ressaltou que não participaria da manifestação em memória das mulheres assassinadas.

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