Ataques a ônibus em São Paulo completam 2 meses e se aproximam de mil
Número de ônibus vandalizados chegou a 976 na capital e região metropolitana do estado. Causa da onda generalizada segue desconhecida
atualizado
Compartilhar notícia

A onda de ataques a ônibus em São Paulo completa dois meses nesta terça-feira (12/8), com quase mil ocorrências registradas na capital e na região metropolitana do estado.
Até o momento, são 632 casos na cidade de São Paulo e 344 em coletivos intermunicipais, segundo dados da SPTrans e Artesp, respectivamente. Na capital, foram registrados seis novos ataques nessa segunda-feira (12/8).
A causa do vandalismo generalizado segue em investigação pela Polícia Civil, que prendeu 23 suspeitos, de acordo com a última atualização da Secretaria da Segurança Pública (SSP). “As forças de segurança do Estado seguem empenhadas na identificação e prisão dos responsáveis”, disse a pasta.
A Polícia Militar foi acionada para reforçar o policiamento e a segurança do transporte público em todo o estado, segundo a SSP. Na capital, a prefeitura recrutou 200 agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) passaram a circular dentro dos ônibus para dobrar a segurança contra a onda de vandalismo.
Prisões e motivações para ataques
- A prisão de mais destaque no curso das investigações foi a do servidor público Edson Aparecido Campolongo, apontado como autor de 17 ataques. O irmão dele, Sergio Aparecido Campolongo, participou de ao menos dois ataques e também foi preso.
- À polícia, Edson afirmou que cometeu os atos para “consertar o Brasil” e “tirar o país do buraco”, mas reconheceu que “fez merda” e que “não tem nada a ver o que fez”. Para a investigação, o fato de ter realizado o vandalismo em série o diferencia dos demais suspeitos detidos em meio à onda de ataques, os quais foram flagrados em atos individuais.
- Segundo o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Ronaldo Sayeg, as linhas de investigação continuam sendo uma suposta briga entre sindicatos ou empresas de ônibus que perderam contratos.
- A hipótese de desafios de internet perdeu força e foi descartada, segundo o delegado.
A SPTrans reforça a orientação para que as concessionárias comuniquem imediatamente todos os casos à Central de Operações e formalizem as ocorrências junto às autoridades policiais. As empresas são obrigadas a encaminhar o veículo para manutenção, substituindo-o por outro da reserva técnica, que realizará a próxima viagem programada, garantindo a continuidade do serviço prestado aos passageiros. Caso isso não ocorra, as empresas são penalizadas pela viagens não realizadas.
A Artesp também segue orientando as empresas e concessionárias quanto aos procedimentos necessários para o registro das ocorrência e trabalha com as autoridades de segurança pública nas investigações, além de manter o monitoramento para evitar possíveis impactos na prestação de serviços segundo nota.




















