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Ataques a ônibus em São Paulo completam 2 meses e se aproximam de mil

Número de ônibus vandalizados chegou a 976 na capital e região metropolitana do estado. Causa da onda generalizada segue desconhecida

atualizado

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A onda de ataques a ônibus em São Paulo completa dois meses nesta terça-feira (12/8), com quase mil ocorrências registradas na capital e na região metropolitana do estado.

Até o momento, são 632 casos na cidade de São Paulo e 344 em coletivos intermunicipais, segundo dados da SPTrans e Artesp, respectivamente. Na capital, foram registrados seis novos ataques nessa segunda-feira (12/8).

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Ataque contra ônibus na Avenida Deputado Cantídio Sampaio
Homem que atirou pedras foi preso
Momento em que mulher é atingida
Homem que arremessou pedra em ônibus é acusado por tentativa de homicídio
Agressor tacou pedra no ônibus
Homem ataca para-brisa de ônibus com pedaço de concreto em SP
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Homem ataca para-brisa de ônibus com pedaço de concreto em SP

Reprodução
Ataque contra ônibus na Avenida Deputado Cantídio Sampaio
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Ataque contra ônibus na Avenida Deputado Cantídio Sampaio

Homem que atirou pedras foi preso
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Homem que atirou pedras foi preso

Momento em que mulher é atingida
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Momento em que mulher é atingida

Diário do Transporte/Reprodução
Homem que arremessou pedra em ônibus é acusado por tentativa de homicídio
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Homem que arremessou pedra em ônibus é acusado por tentativa de homicídio

Diário do Transporte/Reprodução
Agressor tacou pedra no ônibus
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Agressor tacou pedra no ônibus

Diário do Transporte/Reprodução
O indivíduo tentou acertar o motorista de um ônibus estacionado, mas a pedra parou em uma barra de proteção
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O indivíduo tentou acertar o motorista de um ônibus estacionado, mas a pedra parou em uma barra de proteção

TV Globo/Reprodução
São Paulo está enfrentando uma onda de ataques a ônibus nas últimas semanas
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São Paulo está enfrentando uma onda de ataques a ônibus nas últimas semanas

Diário do Transporte/Reprodução
Cerca de 135 ônibus foram depredados, em menos de 10 dias, na Grande São Paulo
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Cerca de 135 ônibus foram depredados, em menos de 10 dias, na Grande São Paulo

Diário do Transporte/Reprodução
Um homem de 27 anos foi preso após depredar três ônibus e pontos de ônibus em São Bernardo do Campo
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Um homem de 27 anos foi preso após depredar três ônibus e pontos de ônibus em São Bernardo do Campo

Diário do Transporte/Reprodução
Edson Campolongo
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Edson Campolongo

Reprodução/Instagram
Quem é o servidor público responsável por 17 ataques a ônibus em SP
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Quem é o servidor público responsável por 17 ataques a ônibus em SP

Reprodução
Objetos apreendidos com suspeito de ataques a ônibus em SP
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Objetos apreendidos com suspeito de ataques a ônibus em SP

Divulgação/Polícia Civil
Câmeras flagraram vandalismo
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Câmeras flagraram vandalismo

Divulgação/Polícia Civil

A causa do vandalismo generalizado segue em investigação pela Polícia Civil, que prendeu 23 suspeitos, de acordo com a última atualização da Secretaria da Segurança Pública (SSP). “As forças de segurança do Estado seguem empenhadas na identificação e prisão dos responsáveis”, disse a pasta.

A Polícia Militar foi acionada para reforçar o policiamento e a segurança do transporte público em todo o estado, segundo a SSP. Na capital, a prefeitura recrutou 200 agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) passaram a circular dentro dos ônibus para dobrar a segurança contra a onda de vandalismo.


Prisões e motivações para ataques

  • A prisão de mais destaque no curso das investigações foi a do servidor público Edson Aparecido Campolongo, apontado como autor de 17 ataques. O irmão dele, Sergio Aparecido Campolongo, participou de ao menos dois ataques e também foi preso.
  • À polícia, Edson afirmou que cometeu os atos para “consertar o Brasil” e “tirar o país do buraco”, mas reconheceu que “fez merda” e que “não tem nada a ver o que fez”. Para a investigação, o fato de ter realizado o vandalismo em série o diferencia dos demais suspeitos detidos em meio à onda de ataques, os quais foram flagrados em atos individuais.
  • Segundo o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), Ronaldo Sayeg, as linhas de investigação continuam sendo uma suposta briga entre sindicatos ou empresas de ônibus que perderam contratos.
  • A hipótese de desafios de internet perdeu força e foi descartada, segundo o delegado.

A SPTrans reforça a orientação para que as concessionárias comuniquem imediatamente todos os casos à Central de Operações e formalizem as ocorrências junto às autoridades policiais. As empresas são obrigadas a encaminhar o veículo para manutenção, substituindo-o por outro da reserva técnica, que realizará a próxima viagem programada, garantindo a continuidade do serviço prestado aos passageiros. Caso isso não ocorra, as empresas são penalizadas pela viagens não realizadas.

A Artesp também segue orientando as empresas e concessionárias quanto aos procedimentos necessários para o registro das ocorrência e trabalha com as autoridades de segurança pública nas investigações, além de manter o monitoramento para evitar possíveis impactos na prestação de serviços segundo nota.

 

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