MPGO denuncia ex-assessor de Pablo Marçal por morte de delator do PCC
Tenente-coronel Edson Luís Souza Melo está entre acusados pela execução de 3 pessoas, entre elas o piloto Felipe Ramos Morais, ligado ao PCC
atualizado
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O Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou o tenente-coronel Edson Luís Souza Melo e o major Renyson Castanheira Silva, da Polícia Militar do estado (PMGO), pela execução de Felipe Ramos Morais, piloto de helicóptero e delator do Primeiro Comando da Capital (PCC), e dos mecânicos de aeronaves Nathan Moreira Cavalcante e Paulo Ricardo Pereira Bueno.
Melo foi assessor de segurança do coach Pablo Marçal na campanha para a Prefeitura de São Paulo, em 2024, quando não venceu o pleito. Procurado pelo Metrópoles, o influenciador digital não se pronunciou sobre o assunto. O espaço segue aberto.
Conhecido como Edson Raiado, o agente ficou conhecido como um dos comandantes da operação que matou o foragido Lázaro Barbosa em 2021, assunto sobre o qual também lançou um livro. Raiado também foi candidato a deputado federal em 2022 pelo Avante.
Conduzida pelo Grupo de Atuação Especial no Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp), a denúncia por homicídio qualificado formalizada nessa terça-feira (28/4).
Os dois policiais militares são suspeitos de forjar um tiroteio que terminou com a morte das três pessoas, em 2023, na região da BR-060, entre Goiânia e Abadia de Goiás. Segundo a acusação, as vítimas foram mortas com tiros pelas costas, sem chance de defesa.
O piloto, Felipe Ramos Morais, era o principal delator da Polícia Federal (PF) na investigação que resultou na Operação Rei do Crime, em 2020.
Entenda o caso
- De acordo com o MPGO, o caso ocorreu em 17 de fevereiro de 2023.
- Os dois PMs, à época lotados no Comando de Operações de Divisas (COD), foram até uma chácara após denúncia anônima sobre tráfico de drogas com uso de helicópteros.
- No local, os militares encontraram três homens próximos a aeronaves e uma caminhonete.
- Ainda segundo a investigação, eles atiraram diversas vezes contra as vítimas, mesmo sem reação.
- Edson teria disparado 12 vezes com pistola 9mm, enquanto Renyson efetuou três disparos com fuzil 5.56.
A denúncia também diz que os policiais adulteraram a cena do crime. Eles teriam recolhido cápsulas de munição e movimentado os corpos para simular confronto.
Armas encontradas no local estavam intactas, sem sinais de uso, e foram localizadas dentro do veículo, distante dos corpos das vítimas. Outro ponto destacado pela denúncia é a suposta omissão de socorro.
Na época do ocorrido, por meio de nota, a Polícia Militar (PMGO) afirmou que a equipe foi recebida a tiros e que houve confronto. A corporação também informou que o local funcionava como ponto de tráfico, com helicópteros, drogas e armas apreendidos.
