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São Paulo

Arma atribuída a "sniper" do Guarujá não matou PM da Rota, diz laudo

Perícia mostra que bala que matou o soldado da Rota Patrick Bastos Reis, 30 anos, não partiu de pistola 9 mm apreendida no Guarujá

18/10/2023 16:32, atualizado 18/10/2023 16:45
Reprodução/Perícia
Imagem colorida de pistola calibre 9 milímetros. Com marcas de ferrugem, arma está de lado, sobre uma superfície, com o cano para a direita.

São Paulo – A perícia concluiu que a bala responsável por matar o soldado das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) Patrick Bastos Reis, de 30 anos, no Guarujá, litoral paulista, não partiu da pistola 9 milímetros apreendida na investigação.

A arma, que foi encontrada embrulhada em uma sacola em 31 de julho, quatro dias após o assassinato do soldado da Rota, era atribuída pela polícia a Erickson David da Silva, o Deivinho, de 28 anos, conhecido como “sniper do tráfico” e nega ter feito o disparo. Ele está preso preventivamente.

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Segundo o laudo, obtido pelo Metrópoles, a pistola semi-automática, da marca Taurus, modelo PT 92 AF, estava em “péssimo estado de conservação” e com a numeração raspada. Ainda assim, a arma mantinha “eficácia” e “potencialidade lesiva” – ou seja, estava funcionando, segundo o documento.

Após realizar testes, no entanto, os peritos concluíram que o projétil retirado do corpo do policial não saiu daquela arma. Isso porque, ao efetuar o disparo, cada arma deixa marcas na bala, como uma espécie de “impressão digital”.

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Projéteis apreendidos na investigação
Pistola calibre 9 milímetros era atribuída a sniper do tráfico
Bala que matou PM da Rota passou por perícia
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Pistola calibre 9 milímetros era atribuída a sniper do tráfico
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Pistola calibre 9 milímetros era atribuída a sniper do tráfico

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“Verificou-se discordâncias entre os projéteis, nos elementos de ordem genérica (profundidade, largura e distância entre as impressões de raias) e, sobretudo, nos elementos de natureza específica (estriamentos finos)”, diz o laudo, assinado pela perita criminal Selma Hanada Sugawara. “Face ao exposto, pode-se concluir que os projéteis (…) não foram disparados pelo cano da pistola.”

Assassinato do PM

O soldado Patrick Bastos Reis foi assassinado no dia 27 de julho. A bala de calibre 9 milímetros que matou o policial militar Patrick Bastos Reis, de 30 anos, entrou pelo ombro esquerdo, atingiu os dois pulmões e a aorta e perfurou o seu tórax.

Segundo o médico legista Vinicius Cunha Venditt, que assina o exame necroscópico, o PM da Rota morreu de “hemorragia interna aguda traumática”.

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Soldado da PM Patrick Bastos Reis, morto com um tiro no tórax no Gaurujá (SP)
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Policiais da Rota baleados no Guarujá foram socorridos no Pronto Atendimento Municipal da Rodoviária
Denunciados por participação na morte de PM da Rota no Guarujá: Erickson David da Silva, Kauã Jazon da Silva e Marco Antonio, o Mazzaropi
Laudo necroscópico do PM Patrick Bastos Reis, da Rota
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Laudo necroscópico do PM Patrick Bastos Reis, da Rota

Reprodução/Polícia Civil
Soldado da PM Patrick Bastos Reis, morto com um tiro no tórax no Gaurujá (SP)
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Soldado da PM Patrick Bastos Reis, morto com um tiro no tórax no Gaurujá (SP)

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Policiais da Rota baleados no Guarujá foram socorridos no Pronto Atendimento Municipal da Rodoviária
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Policiais da Rota baleados no Guarujá foram socorridos no Pronto Atendimento Municipal da Rodoviária

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Denunciados por participação na morte de PM da Rota no Guarujá: Erickson David da Silva, Kauã Jazon da Silva e Marco Antonio, o Mazzaropi
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Denunciados por participação na morte de PM da Rota no Guarujá: Erickson David da Silva, Kauã Jazon da Silva e Marco Antonio, o Mazzaropi

Arte/Metrópoles

Em agosto, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou três homens pelo homicídio do soldado: Marco Antônio de Assis Silva, 26, o “Mazzaropi”, e Kauã Jazon da Silva, 20, além de Deivinho.

O assassinato do policial motivou a Operação Escudo, deflagrada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para combater o domínio do Primeiro Comando da Capital (PCC) no litoral paulista.

A operação policial terminou com pelo menos 28 mortes de civis e foi alvo de uma série de denúncias de violência policial e supostas irregularidade.