Arboleda tinha R$ 12 mil na conta e Porsche penhorado antes de “sumir”

Alvo de processos milionários no Brasil, zagueiro Arboleda não apareceu em concentração do São Paulo e viajou para o Equador sem autorização

atualizado

metropoles.com

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Erico Leonan / São Paulo FC
Arboleda treinando pelo São Paulo FC
1 de 1 Arboleda treinando pelo São Paulo FC - Foto: Erico Leonan / São Paulo FC

Pivô de uma polêmica no São Paulo e alvo de processos milionários no Brasil, o zagueiro Robert Arboleda possuía cerca de R$ 12,5 mil nas contas bancárias dias antes de “sumir” do tricolor paulista e aparecer em vídeos no Equador. O valor foi identificado pela Justiça em um processo por dívidas advocatícias contra o jogador.

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Arboleda acompanha jogo de Messi
Arboleda marcou o primeiro do Tricolor
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Paulo Pinto

Arboleda foi processado pela ex-advogada dele no primeiro semestre de 2025. Ela cobra o pagamento de cerca de R$ 800 mil em honorários advocatícios após defender o jogador em processos judiciais anteriores. Segundo a profissional, o atleta a dispensou repentinamente e contratou outros representantes sem realizar os pagamentos acordados.

Na disputa, os representantes do equatoriano argumentam que, por ser estrangeiro, ele assinou o contrato sem compreender o português técnico e as obrigações financeiras registradas, além de contestar a cobrança nas causas em que ele era acusado, o que não gerava proveitos financeiros.

Em outubro de 2025, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 880 mil do atleta. Entretanto, as autoridades encontraram um montante total de aproximadamente R$ 5.416,75 em duas contas. Posteriormente, em novembro, mais R$ 394 foram localizados em nome de Arboleda.

A defesa do zagueiro chegou a questionar o bloqueio, alegando que a medida colocaria em risco a subsistência do atleta. A ex-advogada, no entanto, contestou a afirmação. Ela argumentou que o atleta recebe pagamentos milionários de diferentes fontes de renda e age como devedor contumaz, além de supostamente tentar ocultar a origem do patrimônio para burlar a Justiça.

Em dezembro, as partes formalizaram um acordo e Arboleda reconheceu o débito de R$ 875 mil. Um mês depois, em janeiro de 2026, a ex-advogada solicitou novo bloqueio, alegando que Arboleda não cumpriu com o combinado. No pedido, a profissional citou “indícios de ocultação patrimonial” e ainda solicitou o congelamento de salários e bônus pagos pelo São Paulo ao atleta, o que foi rejeitado pelas autoridades.

Em fevereiro, a Justiça atualizou o valor do bloqueio para cerca de R$ 956 mil. Mas novas consultas localizaram R$ 12,5 mil nas contas do zagueiro. Então, o juiz também determinou a penhora de uma Porsche 911 Carrera, avaliada em R$ 800 mil.


Sumiço de Arboleda

  • Arboleda ficou de fora do jogo do São Paulo contra o Cruzeiro no sábado (4/4).
  • O atleta faltou à concentração programada sem comunicar o clube.
  • Durante todo o fim de semana, nem o tricolor nem familiares ou empresários conseguiram estabelecer contato com o jogador.
  • O diretor de futebol, Rui Costa, demonstrou total indignação com a postura do zagueiro. “Não existe nenhuma justificativa para este ato. É falta de respeito com o grupo, com a direção e torcida”, afirmou o dirigente.
  • Atualmente na reserva sob o comando do técnico Roger Machado, o jogador estaria insatisfeito com a perda de espaço e decidiu forçar uma saída imediata.
  • No domingo, ele foi filmado durante uma festa no Equador.

 São Paulo se comprometeu com pagamento

Em março de 2026, a ex-advogada solicitou novamente a penhora do salário do atleta. O pedido foi rejeitado mais uma vez sob justificativa de que o juiz não pode “atropelar” questões que merecem solução prévia.

Quatro dias antes do “sumiço”, em 31 de março, a defesa de Arboleda procurou a Justiça para informar sobre um novo acordo entre as partes. Os representantes do jogador alegaram que, como parte do combinado, o São Paulo se comprometeu a repassar os valores devidos para a conta da ex-advogada.

Na segunda-feira (6/4), o juiz homologou o acordo, determinou o desbloqueio dos bens e a suspensão do processo, que pode ser retomado em caso de descumprimento.

Metrópoles procurou o São Paulo Futebol Clube para comentar o pagamento de dívidas processuais do jogador, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

Em nota oficial, publicada no site, o clube afirmou que adotou todas as medidas cabíveis e encaminhou uma notificação formal ao atleta. Arboleda tinha o prazo de 24 horas para apresentar esclarecimentos e regularizar sua situação profissional. Questionado sobre o fim do prazo, o clube informou que não há atualizações no momento.

A defesa de Robert Arboleda não respondeu ao contato da reportagem.

Outros processos

Além da disputa com a ex-advogada, Arboleda foi alvo de cobranças por atrasos no aluguel de um imóvel na Água Branca, zona oeste da capital paulista. Ele foi condenado a pagar cerca de R$ 179 mil. Os valores foram quitados pelo tricolor após um bloqueio no salário do zagueiro. A Justiça também reconheceu que houve pagamento de quantia extra e determinou a devolução do excedente ao jogador.

A mesma empresa processou Arboleda por danos materiais. Segundo a acusação, uma vistoria constatou diversas avarias estruturais e falta de utensílios domésticos após o atleta deixar o imóvel. Para extinguir o processo, o jogador pagou R$ 15 mil.

O equatoriano também se envolveu em uma disputa com a empresa Euro Futs Marketing Esportivo, que agenciava sua carreira. Nesse processo, a Justiça chegou a determinar bloqueio de R$ 4,9 milhões de Arboleda, mas não encontrou nenhum valor nas contas do atleta. Em agosto de 2024, as partes firmaram acordo para o pagamento de R$ 3 milhões para extinguir a dívida. Durante o processo, a defesa de Arboleda argumentou que ele foi coagido a assinar a confissão de dívida sob ameaças de que sua carreira no Brasil e seu contrato com o São Paulo seriam prejudicados. Também alegou que a empresa jamais prestou qualquer serviço de intermediação ou assessoria que justificasse o pagamento.

Arboleda ainda foi alvo de processos que cobraram cerca de R$ 680 mil em dívidas por empréstimos, R$ 800 mil por uma suposta quebra contratual e a execução de um cheque no valor de R$ 228 mil. O atleta argumentou que os empréstimos foram ilegais e que o cheque foi falsificado.

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