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São Paulo

Após morte de jovem, governo de SP vistoria locais de rope jump

Força-tarefa mapeou 11 pontos em que são realizados saltos de rope jump e bungee jump no estado. Viaduto Sumaré, na capital, também foi alvo

29/06/2026 15:46
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Divulgação/Agência SP
Governo de SP faz fiscalização contra rope jump e bungee jump após acidente

O governo de São Paulo iniciou, no sábado (27/6), uma fiscalização em 11 pontos de esportes radicais nas alturas depois que a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior do estado. Não foram feitas apreensões.

Veja imagens do acidente:

As ações ocorrem na: Pedreira do Dib, em Mairiporã; no Parque Caminhos do Mar e no Caminho dos Pilões, em Cubatão; na Pedra do Maluf, no Guarujá; em parques e no Rio Jacaré Pepira, em Brotas; na Pedra do Baú, em São Bento do Sapucaí; no Horto Florestal, Tarundu e Zoom Bike Park, em Campos do Jordão; na Pedra Grande, em Atibaia; na Pedra do Índio, em Botucatu; e na Cachoeira Can Can, em Ibaté. O Viaduto Sumaré, na capital paulista, também foi alvo de fiscalização.

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Equipes da Polícia Militar (PM), órgãos de prefeituras locais e do Procon-SP orientaram cerca de 20 pessoas, entre praticantes e organizadores de atividades de rope jump e bungee jump. De acordo com o governo estadual, a força-tarefa analisou o cumprimento de normas de segurança e a regularidade das empresas responsáveis.

Morte em salto de rope jump

  • Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após cair de uma altura de 40 metros durante prática conhecida como rope jump.
  • Vídeos mostram três instrutores levantando a vítima e, em seguida, a jogando da Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.
  • Praticantes da modalidade perceberam que a jovem estava sem cordas. A queda assustou os presentes.
  • Um amigo da jovem que perdeu a vida na queda ficou em estado de choque ao presenciar o ocorrido e precisou ser socorrido.
  • Três instrutores — Maicon Fernandes Cintra, Luís Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves —, que aparecem nos vídeos, foram presos por homicídio com dolo eventual (quando há risco de matar, mesmo que sem intenção).
  • A Justiça decidiu que os três permaneceriam presos. A prisão em flagrante foi convertida para preventiva.
  • No dia 20 de junho, mais três pessoas — Evelyne dos Santos Gonçalves, João Antônio Pivetta da Silva e Gabriel Barros Martins —,  integrantes da organização do evento, também foram presas temporariamente.

Prefeitura proíbe acesso de ponte

  • Dois dias após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, autoridades passaram a discutir medidas para impedir novos acessos à Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, local onde ocorreu o salto de rope jump que terminou em tragédia.
  • Em reunião realizada entre representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e das prefeituras dos dois municípios, também foi debatida a possibilidade de demolição da estrutura.
  • Segundo a SPU, os prefeitos de Limeira e Cordeirópolis manifestaram apoio à retirada da ponte e se comprometeram a reforçar os bloqueios já existentes para evitar a entrada de pessoas na área.
  • Em Limeira, a prefeitura informou que retomou as ações para fechar acessos irregulares ao local e reabrirá uma vala que havia sido criada para impedir a passagem, mas que acabou sendo aterrada sem autorização do município.
  • De acordo com a administração municipal, as medidas atendem a um pedido do governo federal para ampliar a segurança da área enquanto soluções definitivas são avaliadas.