Açaí envenenado: Justiça pede prisão preventiva de namorada suspeita

Com a decisão, Larissa de Souza Batista responderá criminalmente por tentativa de homicídio qualificado; pena pode chegar a 30 anos

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Imagem colorida mostra casal em comércio de açaí. Homem acabou envenenado pela mulher - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra casal em comércio de açaí. Homem acabou envenenado pela mulher - Metrópoles - Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) aceitou a denúncia do Ministério Público (MPSP) e decretou a prisão preventiva Larissa de Souza Batista, de 26 anos, nesta segunda-feira (13/4). Agora, ela é formalmente acusada de envenenar o marido, Adenilson Ferreira Parente, 27, com um copo de açaí. O caso ocorreu em Ribeirão Preto, interior do estado.

Com a decisão, assinada pela juíza Marta Rodrigues Maffeis, Larissa passará a responder criminalmente por tentativa de homicídio qualificado, com agravantes como: meio cruel (uso de veneno), dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena prevista vai de 12 a 30 anos de prisão, em caso de condenação.

Vale notar que a prisão preventiva havia sido negada anteriormente pela magistrada, quando sugerida pela Polícia Civil. No entanto, com o avanço das investigações e a produção de novas provas, a Justiça acolheu a denúncia do MPSP.

Um dos pontos destacados pela juíza foi a restauração do celular de Larissa aos padrões de fábrica no mesmo dia em que a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão, o que, segundo a decisão, indica tentativa de destruir provas.

“As medidas cautelares diversas da prisão revelam-se insuficientes no caso concreto, notadamente em razão da gravidade do modus operandi, da demonstrada disposição para destruição de provas e da convivência com a vítima, que inviabiliza a eficácia de medidas como proibição de contato ou recolhimento domiciliar”, escreveu Maffeis ao justificar o decreto de prisão preventiva.

De acordo com o processo, ao qual o Metrópoles teve acesso, a defesa de Larissa já entrou com uma petição para revogação do decreto, mas ainda não há parecer sobre o pedido.

A reportagem também procurou a advogada de Larissa, Jéssica Nozé, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.


Relembre o caso

  • Adenilson Ferreira Parente foi internado no dia 5 de fevereiro após comer açaí com uma substância tóxica.
  • A investigação da Polícia Civil apontou a namorada de Adenilson, Larissa de Souza Batista, como responsável pelo envenenamento.
  • Os policiais argumentam que a mulher colocou a substância no açaí enquanto manuseava o alimento.
  • A possibilidade de contaminação durante o preparo na lanchonete foi descartada, porque o processo foi filmado e não levantou suspeitas.
  • Larissa negou o envenenamento. Em nota, a defesa dela argumentou que as investigações foram encerradas de forma “precipitada e prematura” e que as autoridades deixaram de investigar outros cenários porque “em momento nenhum foi cogitado que a Larissa não fosse culpada”.
  • Após a internação, Adenilson recebeu alta e está bem de saúde.

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