Defesa de casal que agrediu garoto na Octogonal: “Estão arrependidos”

Advogado Rafael Pitzer revelou que clientes têm recebido ameaças de morte pelas redes sociais após repercussão do caso

atualizado 15/12/2018 12:18

O advogado do casal acusado de agredir uma criança no último domingo (9/12), na Quadra 4 da Octogonal, divulgou nota dizendo que Alexandre Campos de Jesus e Danielle Cavalcanti dos Santos estão “extremamente arrependidos da fatalidade”.

O defensor, Rafael Pitzer, reforçou que “não se tratam de pessoas violentas, com passagens pela polícia ou vida dedicada à prática criminosa, mas pessoas comuns, pais de família, trabalhadores, cidadãos respeitados, que sempre buscaram dar uma boa educação para seus filhos, pautada no diálogo e respeito para com o próximo”.

Ainda de acordo com a nota, ao se depararem com o filho de 6 anos com o “rosto deformado”, boca e lábios sangrando muito, Alexandre e Danielle foram informados por testemunhas de que a outra criança teria batido no menino. Segundo o defensor, o garoto não conseguia falar devido aos ferimentos. Por isso, o casal “foi tomado por violenta emoção, que desencadeou na fatalidade”.

Veja o vídeo da agressão:

 

 

O casal, conforme o advogado, está muito abalado com os acontecimentos e a grande exposição do fato. “Não bastasse, ambos vêm sofrendo ameaças de morte, injúrias e difamações pelas redes sociais. Diante das ameaças, já estão sendo tomadas as devidas providências, inclusive com a formalização de representação perante os órgãos de repressão criminal”, conclui a nota da defesa.

Investigação
A Polícia Civil começou a ouvir as testemunhas do caso. A primeira pessoa a ser chamada nesta sexta (14/12) pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) foi um rapaz que aparece, nas imagens do circuito de segurança do condomínio, pulando a cerca da quadra para socorrer a vítima.

O síndico também foi chamado. Já os pais acusados de segurar o menino de 6 anos para que o filho batesse nele e de empurrar o garoto serão os últimos a prestar depoimento, segundo informações da DPCA. Eles serão chamados pelos investigadores na próxima semana.

Relembre o caso
O filho do casal agressor caiu durante uma brincadeira de bola na quadra poliesportiva do residencial, fato que levou os pais a retaliarem fisicamente o outro menino. O circuito de câmeras mostra que o garoto tropeçou sozinho e bateu a boca no chão. Momentos depois, o pai aparece na quadra em busca da outra criança que participava da brincadeira.

O homem segura os braços do pequeno para o filho dar um soco no rosto do garoto. Em seguida, uma mulher, supostamente a mãe, empurra a vítima no chão, e os três vão embora. Ao Metrópoles, a criança agredida revelou: “Na hora, só queria ir embora”.

“As cenas são deprimentes, é estarrecedor ver dois adultos partindo pra cima de uma criança de 6 anos totalmente indefesa e acuada. Ver meu filho e sobrinhos no canto da quadra chorando, sem saber o que fazer. E o pior, meu sobrinho não tocou na criança que se machucou, foi um acidente normal de um jogo inocente de bola”, desabafou Jucinea Nascimento, tia do menino.

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