Caso de menino agredido por casal no DF causa indignação nas redes

O episódio motivou milhares de reações indignadas no Twitter e no Facebook

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atualizado 14/12/2018 9:15

A agressão de um menino de 6 anos cometida pelos pais de outra criança na tarde do último domingo (9/12) em um condomínio fechado na Octogonal tomou conta das rede sociais. Unidos na indignação contra a atitude do casal Alexandre Campos de Jesus e Danielle Cavalcanti dos Santos, internautas condenaram a imobilização do pequeno para que o filho de Alexandre desse um soco no rosto dele. Também se revoltaram com o fato de Danielle ter empurrado o garoto ao chão após o golpe.

O caso gerou milhares de reações no Twitter e no Facebook. Na página da tia do menino, Jucinea Nascimento, centenas de pessoas, incluindo desconhecidos, disseram-se chocadas com a covardia e pediram para que ela leve o caso adiante na Justiça.

“As cenas são deprimentes, é estarrecedor ver dois adultos partindo pra cima de uma criança de 6 anos, totalmente indefesa e acuada. Ver meu filho e sobrinhos no canto da quadra chorando, sem saber o que fazer. E o pior, meu sobrinho não tocou na criança que se machucou, foi um acidente normal de um jogo inocente de bola”, desabafou a tia.

A mãe da criança agredida, Jucimara Nascimento, 38, servidora pública, trata o caso como “inadmissível”. “O seguraram com as mãos para trás. Meu filho não teve nem o direito de se defender do murro que levou [da outra criança]. No que depender de mim, isso vai para frente na justiça dos homens. Na de Deus, eu já botei nas mãos Dele”, afirmou, por telefone, ao Metrópoles.

O menino mora em Feira de Santana (BA) e estava em Brasília a passeio, hospedado na casa da tia.

Vizinhança indignada
Vizinhos da quadra onde ocorreu a agressão classificaram o episódio como revoltante. “Está todo mundo horrorizado. Porque aqui um cuida do filho do outro”, diz a administradora Aline Volpini, 36, moradora do local. Segundo ela, os meninos e as meninas que habitam ou visitam o residencial ficam em segurança, por se tratar de um condomínio fechado.

A aposentada Liana Costa, 64, classificou como “absurdo” o caso. “Não tiro mais os olhos da minha neta aqui. Não podemos deixar as crianças sozinhas”, afirma a mulher, que mora há 29 anos no mesmo local. “As pessoas têm que se manifestar para que algo assim não aconteça outra vez”, acrescenta.

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