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Negócios

Venda de títulos no Tesouro Direto fica em R$ 3,8 bi em abril

Tesouro Direto teve 532,7 mil operações de investimento em abril. Título mais demandado foi o indexado à Selic, com 61% do total

23/05/2023 15:59, atualizado 23/05/2023 16:02
Michael Melo/Metrópoles
O Tesouro prevê que a DPF continuará a subir

As operações de títulos públicos no Tesouro Direto totalizaram R$ 3,8 bilhões em abril, com 532,7 mil operações de investimento. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23/5) pelo Tesouro Nacional, ligado ao Ministério da Fazenda.

Ao todo, o mês de abril teve R$ 2,01 bilhões em resgates. Assim, a emissão líquida (diferença entre as emissões e os resgates), totalizou R$ 1,79 bilhão.

Em volume, a maioria das aplicações (58,5%) foi de até R$ 1 mil. O valor médio das operações no Tesouro Direto foi de R$ 7.131.

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O total de investidores ativos no Tesouro Direto chegou a 2.177.265 pessoas, um aumento de 35.730 investidores em relação ao período anterior.

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Tesouro Selic é o mais demandado

O título mais demandado foi o indexado à taxa Selic, o “Tesouro Selic”, que respondeu por quase 61% do total. O Tesouro Selic teve R$ 2,20 bilhões em vendas no mês de abril.

Os títulos do Tesouro Selic têm sido opção atrativa aos investidores diante da taxa maior de juros nos últimos dois anos. A taxa básica de juros do Brasil, a Selic, está hoje em 13,75%, maior patamar desde 2016.

  • Além do Tesouro Selic, os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais e Tesouro RendA+) totalizaram R$ 903,0 milhões, com 24,9% das vendas;
  • Os títulos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) totalizaram R$ 512,3 milhões em vendas, com 14,1% do total.

Segundo o Tesouro Nacional, o saldo total (estoque) de títulos em mãos de pessoas físicas chegou a R$ 113,1 bilhões em abril, na comparação com os R$ 110,5 bilhões em março.

O estoque de títulos superou R$ 100 bilhões pela primeira vez em outubro passado.

Busca por prazos maiores

A Fazenda informou ainda que é a primeira vez desde julho de 2021 que títulos com vencimento entre 1 e 5 anos não totalizam a maior parte das vendas.

  • Os campeões do mês foram os títulos com vencimento entre 5 e 10 anos, 44,4% do total.
  • Os títulos de 1 a 5 anos responderam por 38,7%;
  • E os títulos com vencimento acima de 10 anos responderam por 16,9%.