Recorde à vista: Itaú projeta Ibovespa a 155 mil pontos no fim de 2025

Itaú espera que ambiente positivo se consolide à medida que o mercado financeiro começa a precificar um ciclo de afrouxamento monetário

atualizado

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Imagem desfocada do painel da Bolsa de Valores do Brasil, a B3, com os números que refletem o desempenho das ações negociadas - Metrópoles
1 de 1 Imagem desfocada do painel da Bolsa de Valores do Brasil, a B3, com os números que refletem o desempenho das ações negociadas - Metrópoles - Foto: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

O Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3), deve alcançar os 155 mil pontos ao fim de 2025, de acordo com projeções dos economistas do Itaú BBA. Até então, a perspectiva era de 145 mil pontos.

Segundo as estimativas da equipe de analistas do banco, o forte desempenho da Bolsa brasileira deve ser impulsionado pela manutenção de um cenário considerado favorável para as ações locais.

O Itaú espera que esse ambiente positivo se consolide à medida que o mercado financeiro começa a precificar um ciclo de afrouxamento da política monetária, com o fim da série de altas da taxa básica de juros (a Selic) pelo Banco Central (BC).

Atualmente, a Selic está em 15% ao ano, maior patamar em quase duas décadas, desde 2006.

O que diz o Itaú

De acordo com o Itaú BBA, o bom desempenho das ações negociadas na B3 no primeiro semestre deste ano se deve, principalmente, a fatores de alcance global – como a queda de mais de 10% do índice DXY, que mede a força do dólar diante de uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos.

Com o enfraquecimento da moeda norte-americana nos últimos meses, os ativos de países da América Latina, entre os quais o Brasil, se valorizaram.

“Os mercados funcionam como máquinas de antecipação e acreditamos que estamos entrando agora na fase em que começam a precificar o ciclo de cortes de juros, com o primeiro corte esperado para o 1º trimestre de 2026”, diz o relatório assinado pela equipe de estratégia do Itaú BBA, liderada por Daniel Gewehr.

Segundo o banco, nos próximos 12 meses, deve se confirmar um cenário de crescimento global mais fraco, juros mais baixos, dólar ainda mais enfraquecido e incertezas no ambiente macroeconômico.

“Em média, o mercado registrou retorno positivo de 17,5% nas 24 semanas seguintes ao início dos cortes, enquanto o retorno médio nas 24 semanas após o fim de um ciclo de alta foi de 8%, excluindo os períodos da crise financeira global e da crise fiscal brasileira”, diz o Itaú.

Recorde histórico

Na semana passada, o Ibovespa renovou suas máximas históricas tanto intradiárias (durante o pregão) quanto de fechamento.

Na sexta-feira (4/7), o principal índice da Bolsa do Brasil fechou em alta de 0,23%, aos 141.247 pontos – foi a primeira vez acima dos 141 mil pontos no fechamento.

Na véspera, havia subido 1,35%, aos 140.927 pontos. Até então, o maior patamar era de 140.110 pontos, alcançado em 20 de maio de 2025.

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