Ibovespa bate 141 mil pontos, em nova máxima histórica. Dólar recua

Na véspera, o dólar fechou em queda de 0,74%, cotado a R$ 5,421. Ibovespa, principal índice da Bolsa, recuou 0,36%, aos 139 mil pontos

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Artem Priakhin/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Imagem de notas de dólares dos Estados Unidos - Metrópoles
1 de 1 Imagem de notas de dólares dos Estados Unidos - Metrópoles - Foto: Artem Priakhin/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Após abrir em alta, o dólar mudou o sinal e operava em baixa nesta quinta-feira (3/7), em um dia no qual os investidores concentram suas atenções no cenário internacional, com a divulgação dos dados oficiais de emprego nos Estados Unidos, a maior economia do mundo.

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), ultrapassou os 141 mil pontos e renovou sua máxima histórica.

Empresas de maior peso no Ibovespa, a Vale (+0,65%) e a Petrobras (+0,44%) operavam com fortes ganhos, puxando o indicador.

Ações ligadas ao setor financeiro também avançavam, impulsionando o Ibovespa.


Dólar

  • Às 12h37, o dólar caía 0,16%, a R$ 5,412.
  • Mais cedo, às 12h37, a moeda norte-americana recuava 0,04% e era negociada a R$ 5,419.
  • Na véspera, o dólar fechou em queda de 0,74%, cotado a R$ 5,421.
  • Foi o menor valor da moeda desde 19 de agosto de 2024 – ou seja, em quase 11 meses –, quando chegou a R$ 5,411.
  • Com o resultado, o dólar acumula perdas de 0,24% no mês e de 12,28% no ano.

Ibovespa

  • Nesta quinta, o Ibovespa ultrapassou os 141 mil pontos e renovou sua máxima histórica.
  • Na máxima do pregão até aqui, o indicador avançou 1,49%, aos 141.116,95 pontos.
  • Às 16h16, o Ibovespa avançava 1,22%, aos 140,7 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em baixa de 0,36%, aos 139 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula alta de 0,14% em julho e de 15,6% em 2025.

“Payroll” nos EUA

O principal destaque do dia é a divulgação do chamado “payroll”, um indicador econômico mensal dos EUA que indica a evolução do emprego no país fora do setor agrícola.

O relatório, divulgado pelo Bureau of Labor Statistics (BLS), é considerado determinante para as avaliações sobre o desempenho da economia norte-americana.

Os EUA registraram a criação de 147 mil vagas de emprego fora do setor agrícola em junho. O resultado veio acima das projeções do mercado, que indicavam a criação de 111 mil vagas.

A taxa de desemprego ficou em 4,1%. Em maio, o “payroll” mostrou a abertura de 144 mil vagas no país (dado revisado) e uma taxa de desemprego de 4,2%.

A força do mercado de trabalho nos EUA é um dos componentes considerados pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) para definir a taxa de juros e esfriar a demanda na economia para combater a inflação.

Analistas temem que uma possível aceleração do mercado de trabalho nos EUA leve a um novo aperto da política monetária pelo Fed. Nesse sentido, a criação de vagas acima das expectativas pode ser interpretada como uma notícia negativa.

Atualmente, a taxa de juros nos EUA está no intervalo entre 4,25% e 4,5% ao ano – o percentual foi mantido inalterado na última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed.

A taxa de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação.

O Índice de Preços ao Consumidor nos EUA (CPI, na sigla em inglês), que mede a inflação no país, ficou em 2,4% em maio, na base anual, uma leve alta em relação aos 2,3% registrados em abril. Na comparação mensal, o índice foi de 0,1%, ante 0,2% em abril.

Nos últimos dias, diretores do Fed indicaram que o BC norte-americano poderia avaliar o início do ciclo de queda dos juros já a partir da próxima reunião do Fomc, marcada para os dias 29 e 30 de julho. Falando na Câmara dos Deputados e no Senado dos EUA, o presidente do Fed, Jerome Powell, adotou um discurso bem mais comedido.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNegócios

Você quer ficar por dentro das notícias de negócios e receber notificações em tempo real?