Preço do petróleo tem leve queda após Trump desistir de ataque ao Irã

Alívio na cotação do petróleo ocorre após o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar que desistiu de um novo ataque contra o Irã

atualizado

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Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images
Estreito de Ormuz
1 de 1 Estreito de Ormuz - Foto: Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images

Os preços internacionais do petróleo registram leve queda, nesta terça-feira (19/5), apesar do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

O alívio na cotação da commodity ocorre após o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar que desistiu de um novo ataque militar contra o regime iraniano.


O que aconteceu

  • Por volta das 12h35 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para julho do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) recuava 0,99% e era negociado a US$ 103,35.
  • No mesmo horário, o contrato futuro para julho do petróleo do tipo brent (referência para o mercado internacional) registrava perdas de 1,45%, a US$ 110,48.
  • Na sessão de segunda-feira (18/5), o petróleo fechou em alta. O barril do tipo WTI subiu 3,33%, a US$ 104,38, enquanto o brent avançou 2,6%, a US$ 112,10.

Trump decide adiar ataque contra o Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, nessa segunda-feira (18/5), que decidiu adiar um ataque militar planejado contra o Irã após pedidos feitos por líderes do Oriente Médio.

Segundo o republicano, a ofensiva estava prevista para ocorrer nesta terça, mas foi suspensa diante da possibilidade de avanço nas negociações diplomáticas envolvendo o conflito.

Em publicação na rede Truth Social, Trump declarou que recebeu apelos do emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e do presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan.

“Fui solicitado a adiar o nosso planejado ataque militar contra a República Islâmica do Irã, que estava agendado para amanhã. Isso porque negociações sérias estão em andamento”, escreveu.

O presidente norte-americano afirmou, ainda, que os líderes árabes acreditam que um acordo “muito aceitável” poderá ser alcançado entre Washington e Teerã. Segundo ele, o entendimento incluiria a proibição de armas nucleares para o Irã.

Apesar da suspensão da ofensiva, o republicano ressaltou que as Forças Armadas dos EUA permanecem em alerta. De acordo com Trump, o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine, receberam instruções para manter os preparativos para “um ataque em grande escala”, caso as negociações fracassem.

Estados Unidos rejeitam nova proposta de paz

O governo Trump voltou a recusar proposta de paz do Irã para colocar fim ao recente conflito no Oriente Médio. As informações são do jornal norte-americano Axios, que afirma ter consultado uma autoridade do governo do país ligado às negociações.

De acordo com o veículo, o presidente dos EUA teria achado a recente proposta insuficiente. O Irã enviou a Washington proposta de 14 pontos após críticas ao último texto elaborado pelo regime teocrático. O documento chegou a autoridades americanas nessa segunda-feira por meio do Paquistão, que tem intermediado as conversas entre os dois países.

De acordo com a agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, o novo texto está focado nas negociações para o fim da guerra e em medidas de construção de confiança por parte dos americanos. Para Esmaeil Baghaei, porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, as exigências do Irã incluem a liberação de ativos congelados no exterior e a retirada de sanções contra o país.

De acordo com o jornal Axios, Trump recusou a proposta por considerá-la insuficiente. A autoridade consultada pelo veículo afirmou que o presidente norte-americano avaliou que o novo texto possui mudanças limitadas quando comparado com as versões anteriores que já foram rejeitadas pelos EUA.

Ainda segundo o veículo, o último texto analisado foca mais no compromisso iraniano em não desenvolver armas nucleares do que em compromissos detalhados sobre a suspensão do país no enriquecimento de urânio – esta é a principal exigência dos EUA, que teme que o Irã possa usar seu programa nuclear para fins militares.

No último domingo (17/5), Trump voltou a ameaçar o país persa, dizendo que “precisam agir rápido”. “Para o Irã, o tempo está correndo, e eles precisam agir rápido, ou não restará nada deles. O tempo é essencial”, escreveu Trump nas redes sociais.

Putin vai à China

Ainda no cenário geopolítico, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, desembarca na China nesta terça para visita oficial de dois dias a convite do líder chinês, Xi Jinping. O encontro acontece apenas quatro dias após a viagem do presidente dos EUA, Donald Trump, a Pequim, e amplia a disputa diplomática entre as principais potências globais.

Na prática, a visita consolida a aproximação estratégica entre China e Rússia em um momento de tensão crescente com Washington. Para Moscou, o encontro permite reforçar o apoio econômico chinês em meio às sanções ocidentais relacionadas à guerra na Ucrânia. Já para Pequim, a agenda ajuda a projetar a imagem da China como um dos principais centros da diplomacia global.

O Kremlin informou que Putin ficará na China dias 19 e 20 de maio. A visita marca os 25 anos do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amistosa entre os dois países – documento considerado a base da parceria sino-russa moderna.

Segundo o governo russo, Putin e Xi discutirão formas de ampliar a “parceria abrangente e cooperação estratégica” entre Moscou e Pequim, além de debater temas internacionais e regionais considerados prioritários.

Após as conversas, os dois líderes devem assinar declaração conjunta e cerca de 40 acordos bilaterais envolvendo áreas como energia, comércio, transporte, indústria, educação, construção, cultura e cooperação tecnológica.

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