Petróleo volta a avançar e bate maior valor em 10 dias após Trump-Xi
Preços internacionais do petróleo voltaram a ganhar força após reunião entre Donald Trump e Xi Jinping e diante de impasse na guerra com Irã
atualizado
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Os preços internacionais do petróleo voltaram a ganhar força, nesta sexta-feira (15/5), depois das reuniões entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, e diante do impasse prolongado nas negociações de paz entre norte-americanos e o Irã no Oriente Médio.
O que aconteceu
- Por volta das 10h55 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para junho do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 2,72% e era negociado a US$ 103,92.
- No mesmo horário, o contrato futuro para julho do petróleo do tipo brent (referência para o mercado internacional) registrava ganhos de 2,4%, a US$ 108,26.
- Mais cedo, o barril do petróleo WTI chegou a US$ 105,31, enquanto o brent cravou US$ 109,64, o maior valor em dez dias. Em 5 de abril, a cotação havia atingido US$ 114,44.
- Na sessão de quinta-feira (14/5), o petróleo fechou perto da estabilidade. O barril do tipo WTI para junho subiu 0,15%, a US$ 101,17, enquanto o brent para julho avançou 0,08%, a US$ 105,72, praticamente estável.
Trump encerra “visita histórica” à China
O presidente dos EUA, Donald Trump, encerrou, na madrugada desta sexta-feira, a visita oficial à China. Em comunicado divulgado pela mídia estatal chinesa, o líder chinês, Xi Jinping, classificou o encontro como “histórico e marcante”.
“O presidente Trump espera tornar a América grande novamente, e eu estou comprometido em liderar o povo chinês para realizar o grande rejuvenescimento da nação chinesa”, disse.
Já o presidente norte-americano chamou a viagem de “muito bem-sucedida” e “inesquecível”. Trump também convidou Xi Jinping a retribuir a visita aos EUA em setembro.
“Estou disposto a manter uma comunicação sincera e profunda com o presidente Xi Jinping e aguardo com expectativa recebê-lo em Washington”, afirmou Trump.
A visita de Trump foi encerrada com mais uma rodada de conversa entre os dois presidentes e um almoço em Zhongnanhai, complexo de edifícios onde está localizado o escritório central do Partido Comunista e também a sede oficial do governo da China.
Mais cedo, Trump disse que a China demonstrou interesse em ampliar as compras de petróleo norte-americano e também adquirir mais produtos agrícolas dos EUA, como soja e milho.
Além da questão comercial, Trump comentou temas geopolíticos discutidos durante a visita à China, incluindo o Irã, o combate ao tráfico de fentanil e a segurança no Estreito de Ormuz.
China quer ajudar em negociações com Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o líder chinês, Xi Jinping, se ofereceu para ajudar nas negociações envolvendo o conflito com o Irã.
“O presidente Xi gostaria de ver um acordo fechado. Ele gostaria mesmo. E ele se ofereceu. Ele disse: ‘Se eu puder ajudar de alguma forma, gostaria de ajudar’”, declarou Trump. A China é considerada a principal compradora de petróleo iraniano e mantém relações diplomáticas e econômicas próximas com Teerã.
Ainda de acordo com o republicano, Xi ainda prometeu não fornecer equipamentos militares ao Irã em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. “Ele disse que não vai fornecer equipamentos militares a eles. Essa é uma declaração importante. Ele disse isso hoje”, afirmou Trump. Segundo o republicano, o líder chinês reforçou a posição “com veemência”.
A declaração foi dada em entrevista ao apresentador Sean Hannity, da Fox News, após o primeiro de dois dias de negociações entre representantes de Washington e Pequim.
Apesar da sinalização sobre armamentos, Trump reconheceu que Xi defendeu a manutenção da relação econômica entre a China e o Irã, especialmente no setor energético. Segundo o presidente norte-americano, o líder chinês ressaltou que Pequim continua interessada na compra de petróleo iraniano.
Para China, guerra “nunca deveria ter acontecido”
O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que a guerra com o Irã “nunca deveria ter acontecido” e defendeu a continuidade do cessar-fogo, além da reabertura das rotas marítimas afetadas pelo conflito, como o Estreito de Ormuz.
“Esta guerra, que nunca deveria ter acontecido, não precisa continuar”, afirmou o porta-voz, segundo a emissora estatal CCTV. “Encontrar uma solução rápida beneficiaria tanto os EUA quanto o Irã, assim como os países da região e o mundo como um todo.”
Segundo o governo chinês, o atual cessar-fogo abriu espaço para negociações diplomáticas, e essa oportunidade “não deve ser fechada novamente”. A China também pediu a reabertura das rotas marítimas impactadas pelo conflito.
“As rotas marítimas devem ser reabertas o mais rápido possível, em resposta aos apelos da comunidade internacional, e esforços conjuntos devem ser feitos para salvaguardar a estabilidade e o bom funcionamento das cadeias industriais e de abastecimento globais”, declarou o porta-voz.
