Rumo à China, Trump diz não precisar da ajuda de Xi Jinping com Irã

O encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping ocorre em um momento de forte tensão internacional

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O presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta o presidente chinês, Xi Jinping, antes de uma reunião bilateral na Base Aérea de Gimhae
1 de 1 O presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta o presidente chinês, Xi Jinping, antes de uma reunião bilateral na Base Aérea de Gimhae - Foto: Andrew Harnik/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (12/5) que não pretende pedir ajuda ao presidente da China, Xi Jinping, em relação ao conflito envolvendo o Irã no Oriente Médio.

“Eu não acho que precise da ajuda do Xi no Irã”, declarou Trump ao deixar a Casa Branca rumo a Pequim, a bordo do Air Force One.

O republicano também afirmou que o conflito com o Irã não deve fazer parte da pauta principal do encontro com o líder chinês.

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o presidente da China, Xi Jinping (D), aperta a mão do presidente dos EUA, Donald Trump, antes de uma reunião bilateral
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“Eu tenho uma relação com o presidente Xi, e devemos continuar assim. Temos muitas coisas para conversar, e o Irã não deve ser uma delas”, adiantou.

Trump acrescentou que Xi Jinping também irá aos Estados Unidos antes do fim deste ano.

O encontro entre os líderes das duas maiores economias do mundo será o segundo em menos de um ano. Em outubro de 2025, Trump e Xi participaram de uma reunião marcada pelas disputas tarifárias entre os dois países, ocasião em que anunciaram acordos e uma pausa na guerra comercial.

O que pode ser tratado pelos dois presidentes

O encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping ocorre em um momento de forte tensão internacional e deve concentrar discussões sobre comércio, influência global e crise envolvendo o Irã.

Apesar de Estados Unidos e China manterem interesses em comum em áreas como estabilidade econômica e relações comerciais, as divergências entre as duas maiores economias do mundo vêm se aprofundando nos últimos anos.

Entre os principais pontos de atrito, está a guerra tarifária iniciada pelos Estados Unidos e respondida pela China, além das diferenças sobre a forma de lidar com Teerã e os impactos da crise no Oriente Médio.

O cenário se torna ainda mais delicado diante do fechamento do Estreito de Ormuz, rota considerada estratégica para o transporte mundial de petróleo, o que provoca reflexos no preço do petróleo, do diesel e dos alimentos em diversos países.

A reunião também ocorre em meio a um momento politicamente sensível para Trump. Com as eleições de meio de mandato se aproximando, o presidente norte-americano busca fortalecer indicadores econômicos e reduzir os efeitos da inflação.

A expectativa é que o encontro com Xi Jinping resulte em avanços comerciais, possíveis reduções tarifárias e anúncios capazes de transmitir estabilidade ao mercado.

Ao mesmo tempo, a disputa por influência global deve ocupar espaço central nas conversas. Nos últimos anos, a China ampliou a presença econômica e estratégica em diversas regiões do mundo por meio de grandes programas de investimento, como a Nova Rota da Seda, expandindo relações comerciais e políticas em países da América Latina, Oriente Médio e África.

Dilema estratégico

Dentro do governo dos EUA, cresce a avaliação de que Pequim avançou sobre áreas historicamente influenciadas pelos Estados Unidos, aumentando a rivalidade entre as duas potências em diferentes regiões do planeta.

Mesmo diante das tensões, Estados Unidos e China seguem fortemente dependentes um do outro em setores considerados estratégicos, como semicondutores, chips e terras raras.

As tensões envolvendo o Irã também devem dominar parte das discussões. A ausência de um acordo sobre o enriquecimento de urânio e as recentes declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, indicando a possibilidade de novos confrontos, aumentam a pressão sobre Washington e seus aliados.

Nesse contexto, Trump enfrenta um dilema estratégico, como tentar encerrar a crise rapidamente, mesmo com impactos econômicos ainda presentes, ou manter a pressão sobre o Irã, correndo o risco de ampliar os efeitos do conflito sobre a economia global e o cenário político interno dos Estados Unidos.

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