China faz parte do “equilíbrio político” do Irã, diz embaixador
Rahmani Fazli afirmou que Pequim “não é apenas um parceiro econômico”, mas parte do “equilíbrio político” de Teerã contra ameaças externas
atualizado
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O embaixador do Irã na China, Rahmani Fazli (foto em destaque), afirmou, nesta terça-feira (12/5), que Pequim representa mais do que uma parceria econômica para Teerã, descrevendo o país asiático como parte do “equilíbrio político” iraniano diante de pressões e ameaças externas.
Em entrevista à agência estatal iraniana Irna, Fazli declarou que “a China para o Irã não é apenas um parceiro econômico ou comprador de energia; ela faz parte do equilíbrio político contra pressões, ameaças e unilateralismo”.
As declarações ocorreram após a visita do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, à China e antes da viagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim, nesta terça-feira (12/5).
Segundo o embaixador, o governo iraniano busca redefinir sua posição diplomática após o recente conflito envolvendo EUA e Israel, priorizando o fortalecimento de alianças estratégicas em vez de respostas apenas militares ou táticas.
Fazli também afirmou que Pequim teria atuado para conter a escalada da crise regional, evitando o agravamento do conflito. Apesar disso, ressaltou que qualquer papel de mediação da China entre Washington e Teerã não deve servir como instrumento de pressão contra o Irã.
“O Irã, ao lidar com a fase pós-guerra, não está se baseando apenas em reações temporárias, mas buscando redefinir seu alinhamento diplomático por meio do engajamento com parceiros estratégicos”, disse Fazli, acrescentando que “a China encarou a crise não sob a perspectiva de pressionar o Irã, mas sim de conter a guerra e evitar o colapso da segurança regional”.
Embora Pequim seja vista como uma potencial mediadora entre Washington e Teerã, “a mediação não deve se tornar uma ferramenta para gerenciar a pressão contra o Irã”, afirmou Fazli.
Sobre o Estreito de Ormuz, o diplomata disse que as ações iranianas na região têm caráter defensivo e não têm como objetivo interromper o comércio marítimo internacional.
Na véspera da viagem de Trump à China, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra 12 pessoas e entidades acusadas de facilitar a venda e o transporte de petróleo iraniano para a China.








