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Negócios

Petróleo oscila e segue acima de US$ 100 com exigências do Irã aos EUA

Regime iraniano apresentou exigências à Casa Branca para que o diálogo com o governo Trump sobre possível fim da guerra seja retomado

13/05/2026 09:30
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Foto: U.S. Navy via Getty Images
imagem colorida de Navio perto do Estreito de Ormuz

Os preços internacionais do petróleo oscilam, nesta quarta-feira (13/5), mas se mantêm acima dos US$ 100, diante das negociações travadas entre Estados Unidos e Irã em torno do possível fim dos conflitos no Oriente Médio.

Na véspera, o regime iraniano apresentou algumas exigências à Casa Branca para que o diálogo com o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, seja retomado. Nos últimos dias, Trump subiu o tom contra Teerã, classificou a proposta de paz do país persa como “inaceitável” e disse que o cessar-fogo na região estaria “por um fio”.


O que aconteceu

  • Por volta das 9h15 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para junho do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) recuava 0,3% e era negociado a US$ 101,87.
  • No mesmo horário, o contrato futuro para julho do petróleo do tipo brent (referência para o mercado internacional) registrava leve queda de 0,28%, a US$ 107,47, perto da estabilidade.
  • Na sessão de terça-feira (12/5), o petróleo fechou em alta. O barril do tipo WTI para junho subiu 4,19%, a US$ 112,18, enquanto o brent para julho avançou 3,42%, a US$ 107,77.

Irã faz exigências para retomar diálogo com EUA

O governo do Irã busca garantias para retomar as negociações com os EUA e condicionou o retorno do diálogo com os norte-americano ao cumprimento de cinco exigências. A informação foi divulgada pela mídia estatal iraniana nesta terça-feira (12/5).

As condições impostas por Teerã para uma segunda rodada de discussões indiretas com Washington são:

  • O fim da guerra em todas as frentes, incluindo os ataques de Israel contra o Líbano;
  • O levantamento de sanções norte-americanas contra o Irã;
  • A liberação de fundos iranianos bloqueados pelos EUA;
  • Indenização pelos danos provocados pela guerra;
  • O reconhecimento da soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz.

Segundo a agência iraniana Fars, as exigências foram estabelecidas após o governo norte-americano rejeitar a proposta de paz de 14 pontos enviada pelo Irã no início do mês.

Após analisar o texto do acordo, a administração de Donald Trump enviou uma resposta em 3 de maio, com a mediação do Paquistão. O Irã, por sua vez, transmitiu uma contraproposta dias depois. Ela, contudo, foi vista pelo presidente dos EUA como “inaceitável”.

A primeira rodada de negociações entre EUA e Irã após o início da guerra aconteceu em 11 de abril, na capita paquistanesa, Islamabad. A tentativa de encerrar o conflito por vias diplomáticas, contudo, fracassou.

Uma segunda tentativa de pôr fim a guerra estava prevista para acontecer no Paquistão em 20 de abril. O Irã, porém, rejeitou as negociações e acusou a administração Trump de fazer exigências excessivas e de violar a trégua entre os dois países.

China articula cessar-fogo no Irã

Os ministros das Relações Exteriores do Paquistão e da China discutiram, nessa terça-feira (12/5), a necessidade de uma trégua entre EUA e Irã antes da visita do presidente norte-americano, Donald Trump, a Pequim.

Segundo comunicado divulgado pelo governo paquistanês, o chanceler Ishaq Dar conversou com o ministro chinês Wang Yi sobre os desdobramentos da crise no Oriente Médio e os esforços diplomáticos para tentar destravar as negociações entre Washington e Teerã.

O Paquistão tem atuado como um dos principais mediadores das conversas entre os EUA e o Irã, atualmente em impasse. Durante a ligação, Wang Yi elogiou o papel desempenhado por Islamabad nas tentativas de mediação.

“Ambos os lados sublinharam a importância de manter um cessar-fogo duradouro e garantir a passagem normal pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão.

Trump e Xi Jinping frente a frente na China

Ainda no front internacional, o principal destaque desta quarta-feira é a agenda de reuniões entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em Pequim, nas quais devem ser abordados temas como a guerra no Irã, Taiwan, comércio, tarifas e inteligência artificial (IA)

Trump deve se reunir ao menos três vezes com o líder chinês, Xi Jinping. O reencontro dos líderes das duas maiores potências do mundo ocorre com um plano de fundo diferente da última reunião, em outubro de 2025, na Coreia do Sul.

A julgar pela comitiva que acompanha o líder norte-americano na viagem, incluindo empresários da Tesla e Apple, a área tecnológica também deve ganhar destaque na ida do republicano a Pequim.

A expectativa é a de que temas como inteligência artificial, exportações de tecnologias e minerais de terras raras (fundamentais para setores como Defesa e tecnologia) estejam presentes nas discussões bilaterais.

A viagem de Trump à China, prevista para ocorrer em março, precisou ser adiada devido ao início da guerra entre EUA, Israel e Irã – que impacta não só o Oriente Médio, mas também o restante da comunidade internacional.

Por isso, a guerra, que se estende desde fevereiro sem uma solução pacífica, também deve ser discutida entre os dois líderes. Antes de embarcar, Trump conversou com repórteres e confirmou que planeja uma “longa conversa” com Xi sobre o conflito, mesmo considerando não precisar de “ajuda alguma” com o Irã.

A China é a maior parceira comercial do Irã e é afetada diretamente pela crise petrolífera provocada pela guerra. Por isso, Xi deve usar a influência do país para convencer Trump a firmar um acordo com a nação persa.

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