Dólar sobe e Bolsa cai com Trump e Xi, Lula x Flávio e Banco do Brasil

Na véspera, o dólar terminou a sessão em leve alta de 0,09%, cotado a R$ 4,896, praticamente estável. Bolsa caiu 0,86%, aos 180,3 mil pontos

atualizado

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1 de 1 Imagem de notas de dólar - Metrópoles - Foto: Douglas Sacha/Getty Images

O dólar opera em alta, nesta quarta-feira (13/5), em um dia de atenção dividida no mercado entre questões geopolíticas e o noticiário econômico local.

No front internacional, o principal destaque é a agenda de reuniões entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em Pequim, nas quais devem ser abordados temas como a guerra no Irã, Taiwan, comércio, tarifas e inteligência artificial (IA).

No Brasil, os investidores repercutem os números da nova pesquisa da Genial/Quaest que mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) empatados tecnicamente em um eventual segundo turno da corrida pelo Palácio do Planalto. Desta vez, Lula aparece numericamente à frente, com 42% das intenções de voto, ante 41% de Flávio.

O mercado também aguarda a divulgação do balanço financeiro do Banco do Brasil referente ao primeiro trimestre de 2026, que ocorrerá após o fechamento do mercado. Será o último dos “bancões” do país a apresentar seus resultados trimestrais.


Dólar


Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em queda no início do pregão.
  • Às 10h30, o Ibovespa recuava 0,43%, aos 179,5 mil pontos.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em baixa de 0,86%, aos 180,3 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula queda de 3,72% em maio e valorização de 11,93% em 2026.

Trump e Xi Jinping frente a frente na China

O presidente dos EUA, Donald Trump, começa nesta quarta-feira a viagem pela China, onde deve se reunir ao menos três vezes com o líder chinês, Xi Jinping. O reencontro dos líderes das duas maiores potências do mundo ocorre com um plano de fundo diferente da última reunião, em outubro de 2025, na Coreia do Sul.

A julgar pela comitiva que acompanha o líder norte-americano na viagem, incluindo empresários da Tesla e Apple, a área tecnológica também deve ganhar destaque na ida do republicano a Pequim.

A expectativa é a de que temas como inteligência artificial, exportações de tecnologias e minerais de terras raras (fundamentais para setores como Defesa e tecnologia) estejam presentes nas discussões bilaterais.

A viagem de Trump à China, prevista para ocorrer em março, precisou ser adiada devido ao início da guerra entre EUA, Israel e Irã – que impacta não só o Oriente Médio, mas também o restante da comunidade internacional.

Por isso, a guerra, que se estende desde fevereiro sem uma solução pacífica, também deve ser discutida entre os dois líderes. Antes de embarcar, Trump conversou com repórteres e confirmou que planeja uma “longa conversa” com Xi sobre o conflito, mesmo considerando não precisar de “ajuda alguma” com o Irã.

A China é a maior parceira comercial do Irã e é afetada diretamente pela crise petrolífera provocada pela guerra. Por isso, Xi deve usar a influência do país para convencer Trump a firmar um acordo com a nação persa.

China articula cessar-fogo no Irã

Os ministros das Relações Exteriores do Paquistão e da China discutiram, nessa terça-feira (12/5), a necessidade de uma trégua entre EUA e Irã antes da visita do presidente norte-americano, Donald Trump, a Pequim.

Segundo comunicado divulgado pelo governo paquistanês, o chanceler Ishaq Dar conversou com o ministro chinês Wang Yi sobre os desdobramentos da crise no Oriente Médio e os esforços diplomáticos para tentar destravar as negociações entre Washington e Teerã.

O Paquistão tem atuado como um dos principais mediadores das conversas entre os EUA e o Irã, atualmente em impasse. Durante a ligação, Wang Yi elogiou o papel desempenhado por Islamabad nas tentativas de mediação.

“Ambos os lados sublinharam a importância de manter um cessar-fogo duradouro e garantir a passagem normal pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão.

Lula e Flávio mantêm empate técnico no 2º turno

Pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra leve reação do presidente Lula, que volta a aparecer numericamente à frente de seu principal adversário até o momento, o senador Flávio Bolsonaro (PL), no 2º turno das eleições presidenciais.

Segundo o levantamento, Lula tem 42% e Flávio, 41% das intenções de voto. Os números mostram empate técnico entre ambos, dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na pesquisa anterior da Quaest, realizada em abril, o senador superou numericamente, pela primeira vez, o chefe do Executivo no 2º turno das corrida presidencial. Os números mostravam empate técnico entre os pré-candidatos: 42% para Flávio e 40% para Lula. Agora, Lula retoma a dianteira.

O levantamento mostrou ainda que 49% desaprovam a administração de Lula, enquanto 46% aprovam. Os números indicam leve recuperação na avaliação do petista em comparação ao levantamento anterior, quando o petista teve 52% de desaprovação e 43% de aprovação.

Os números deste mês mostram aumento de três pontos percentuais na aprovação de Lula e queda de mesma porcentagem na desaprovação no intervalo entre as duas sondagens.

A pesquisa foi realizada pela Genial/Quaest entre os dias 8 a 11 de maio de 2026. Foram entrevistadas 2.004 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Banco do Brasil divulga resultados

Na reta final da temporada de balanços corporativos, o destaque do dia é a divulgação dos resultados do Banco do Brasil. Trata-se do último entre os maiores bancos do país a apresentar seu balanço do primeiro trimestre de 2026 – após Santander, Itaú e Bradesco. Os números serão conhecidos após o fechamento do mercado.

Além do Banco do Brasil, também serão divulgados nesta quarta os resultados de empresas como CSN, Americanas, Casas Bahia, Movida e Eneva.

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