Preços do petróleo seguem em alta com ameaças mútuas entre Trump e Irã

Nos últimos dias, tanto o presidente dos EUA, Donald Trump, quanto o regime iraniano elevaram o tom das ameaças mútuas em meio à guerra

atualizado

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U.S. Navy via Getty Images
U.S. Conducts Blockade Operations Near Strait Of Hormuz
1 de 1 U.S. Conducts Blockade Operations Near Strait Of Hormuz - Foto: U.S. Navy via Getty Images

Os preços internacionais do petróleo operavam em alta, nesta terça-feira (12/5), diante de uma nova escalada na tensão entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

Nos últimos dias, tanto o presidente dos EUA, Donald Trump, quanto o regime iraniano elevaram o tom das ameaças mútuas. O republicano chegou a dizer que a proposta de acordo apresentada por Teerã era “inaceitável” e que o cessar-fogo entre os dois países estaria “por um fio”.


O que aconteceu

  • Por volta das 8h15 (pelo horário de Brasília), o contrato futuro para junho do barril de petróleo do tipo WTI (referência para o mercado norte-americano) avançava 3,74% e era negociado a US$ 101,74.
  • No mesmo horário, o contrato futuro para julho do petróleo do tipo brent (referência para o mercado internacional) registrava alta de 3,53%, a US$ 107,89.
  • Na sessão dessa segunda-feira (11/5), o petróleo fechou em alta. O barril do tipo WTI para junho subiu 2,78%, a US$ 98,07, enquanto o brent para julho avançou 2,88%, a US$ 104,21.

Nova escalada entre EUA e Irã ameaça cessar-fogo

EUA e Irã entram em nova rota de colisão, desta vez de maneira retórica. Nos últimos dias, a escalada de provocações públicas entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e autoridades iranianas aprofundou a crise diplomática e colocou sob ameaça o já frágil cessar-fogo firmado entre os dois países no mês passado.

Enquanto negociações indiretas seguem em andamento sob a mediação do Paquistão, Washington e Teerã voltaram a trocar farpas, ameaças militares e críticas públicas após novos confrontos próximos ao principal tópico sensível do conflito, o Estreito de Ormuz.

Durante o fim de semana, Trump já havia iniciado a nova retórica ao publicar nas redes sociais imagens geradas por inteligência artificial ironizando o Irã. Uma das postagens mostra navios afundados com a legenda “Marinha iraniana”.

Em outra, drones são abatidos por uma embarcação norte-americana acompanhados da frase “tchau, tchau, drones”. As publicações vieram pouco antes de o republicano afirmar que a nova proposta iraniana para encerrar o conflito era “totalmente inaceitável”.

Na segunda-feira, o presidente norte-americano voltou a afirmar que o cessar-fogo está “por um fio” e atravessa seu momento “mais crítico”. “É incrivelmente fraco. Eu o chamaria de o mais fraco no momento. Depois de ler aquele lixo que eles nos enviaram (proposta do Irã para encerrar a guerra), eu nem terminei de ler. Eu diria que o cessar-fogo está em estado crítico”, disse o republicano.

Trump também chamou integrantes da liderança iraniana de “lunáticos” e afirmou que Teerã muda de posição constantemente durante as negociações.

Irã ameaça enriquecer urânio

O Irã ameaçou enriquecer urânio a 90% caso os EUA voltem a atacar o país. A declaração foi dada pelo porta-voz do parlamento, Ebrahim Rezaei, pelas redes sociais. Segundo ele, essa seria uma opção para o país e a questão seria avaliada pelo parlamento.

“Uma das opções do Irã, em caso de um novo ataque, poderia ser o enriquecimento a 90%. Vamos examinar no parlamento”, disse, na madrugada desta terça-feira.

O urânio enriquecido a 90% é suficiente para construir uma bomba nuclear. Até então, acredita-se que Teerã tenha urânio já enriquecido a 60%.

No domingo, o Irã apresentou uma proposta para encerrar a guerra. O acordo, segundo a mídia iraniana, prevê o fim da guerra em todas as frentes, a interrupção das ofensivas israelenses no Líbano, a retirada de sanções americanas, o desbloqueio de ativos iranianos congelados e o fim do bloqueio naval imposto pelos EUA contra embarcações ligadas ao Irã.

Países discutem missão militar em Ormuz

Mais de 40 países se reúnem nesta terça-feira, sob a liderança do Reino Unido e França, para discutir os preparativos de uma possível missão militar que interrompa o bloqueio do Irã no Estreito de Ormuz.

Este será o segundo encontro entre as nações que concordaram com a missão multinacional. Desta vez, porém, os países serão representados por seus respectivos ministros da Defesa. A reunião acontece em formato virtual.

De acordo com o governo britânico, as discussões serão voltadas para planejamentos para a futura missão, ainda sem data definida, para “restaurar a confiança na navegação comercial ao longo dessa rota comercial crucial”.

Os esforços liderados pelo Reino Unido e pela França foram anunciados em 13 de abril. A missão foi descrita pelo presidente francês, Emmanuel Macron, como “estritamente defensiva”, e que deve ser implantada “quando a situação permitir”.

Ainda que a operação não tenha data definida para sair do papel, forças britânicas já se posicionaram na região. No sábado, o governo do Reino Unido anunciou o envio do navio de guerra HMS Dragon para o Oriente Médio. O mesmo já havia sido deslocado para o Mediterrâneo em março, após uma base militar do país no Chipre ter sido atacada por drones.

Parcialmente bloqueado desde o início da guerra com os EUA e Israel, o Estreito de Ormuz é um canal marítimo estratégico localizado entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, considerado o “gargalo” mais importante do mundo para a energia por concentrar cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é crucial para a economia global.

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