Pão de Açúcar apontou que continuidade do negócio estava ameaçada
Alerta foi feito ao mercado no balanço de fevereiro. Empresa disse que a melhora dos resultados não foi suficiente para conter prejuízos
atualizado
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Os prejuízos recorrentes já haviam colocado em xeque a continuidade das operações do GPA, dono do Pão de Açúcar e do Extra. Nesta terça-feira (10/3), a empresa, com dívidas estimadas em 4,5 bilhões, comunicou ao mercado por meio de fato relevante que entrou com um pedido de recuperação extrajudicial.
No balanço divulgado em 24 de fevereiro, o GPA já havia feito um alerta ao mercado sobre a existência de “incerteza relevante” sobre a sequência operacional da companhia.
Na demonstração financeira do quarto trimestre de 2025, a nota explicativa de 1.6, na página 117 do documento, destacava que a melhora dos recentes resultados operacionais não havia sido suficiente para estancar os prejuízos no balanço. Daí, a ameaça da continuidade do negócio.
No quarto trimestre de 2025, o GPA registrou um prejuízo líquido das operações continuadas de R$ 523 milhões. O número representou uma melhora em relação aos R$ 737 milhões negativos registrados um ano antes. Em 2025, a perda acumulada da empresa chegou a R$ 651 milhões, numa queda de 61% em relação ao resultado de 2024.
