
Dinheiro e NegóciosColunas

Risco de falência? Pão de Açúcar afirma ter dúvidas sobre continuidade
Grupo Pão de Açúcar (GPA) registrou prejuízo de R$ 572 milhões no quarto trimestre de 2025 e dívida de R$ 4 bilhões
atualizado
Compartilhar notícia

Um alerta incluído no balanço do quarto trimestre de 2025 do Grupo Pão de Açúcar (GPA) tumultuou a B3 nesta quinta-feira (26/2) e causou calafrios com a possibilidade de colapso de um dos grupos mais tradicionais do varejo brasileiro, com marcas como Pão de Açúcar e Extra em seu portfólio.
Em meio aos números que revelaram uma dívida de R$ 4 bilhões e um prejuízo de R$ 572 milhões nos últimos meses do último ano, a empresa alertou que as: “condições indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia”
A empresa também afirmou que vem buscando “um conjunto de iniciativas que incluem negociações para o alongamento de prazos de dívidas financeiras, redução do custo financeiro e de despesas e monetização de créditos tributários”, para mitigar os riscos.
Em 2025, o controle acionário do GPA passou por uma transição significativa, com a família mineira Coelho Diniz tornando-se a maior acionista com cerca de 24% de participação. O investidor Silvio Tini, que também é acionista da Alpargatas, da Bombril e da Gerdau, chegou a 10% do capital. Outros 22% ainda estão com o francês Casino, que era controlador do negócio até 2024.
O investidor Nelson Tanure — investigado na operação Compliance Zero –, via Fundo Saint-Germain, adquiriu cerca de 7% a 9% das ações do Grupo Pão de Açúcar (GPA) entre 2024 e 2025. Em maio de 2025, Tanure tentou destituir o conselho de administração. Mas não deu certo e o investidor passou a vender as ações do GPA que detinha.
